Aniversário pra mim sempre é momento de reflexão. Bem mais que ano novo, bem mais que qualquer outra data. Afinal, é a minha data, o meu ano novo.
E eu comecei a fazer uma lista de coisas que eu acho que sou. Se bem que ser é muito complexo. Não entremos em questões filosóficas.
E, quando pensei em mim, lembrei que as pessoas me acham engraçada. Gastei um tempo pensando sobre isso.
Tempo atrás encontrei uma pessoa com a qual não tinha muita intimidade, mas que já trabalhamos juntos. Me conhece pouco e acompanha redes sociais.: "Vivi, você é muito engraçada!". Rio demais com os seus comentários e postagens.
Estranhei a frase, e também não soube colocar na caixa do elogio, não sabia onde colocar o adjetivo. Ri amarelo. Sequer agradeci. Não sei se a gente agradece por ser engraçado.
Minha mãe só tinha me ensinado a agradecer quando te dão as coisas, ou te acham bonita. Ela nunca me falou muito sobre o engraçado. "Vivi, se te chamarem de engraçada, agradeça!".
Tenho um outro amigo que faz uma introdução às pessoas sobre mim."Você precisa conhecer a Vivi. Você vai rir demais com ela. Super engraçada!". Aí já me sinto na obrigação de sacar o livrinho de anedotas do Ari Toledo. E eu sou a pior pessoa do mundo para contar piada, juro!
Conheci uma irlandesa dia desses, e com meu inglês nível "The book is on the table", a vi rir de descer uma lagriminha no canto do olho. Se bem que acho que ela ria do meu inglês mesmo, não do que eu estava falando. Mas no final soltou: "Você vai se dar muito bem por aqui. Você tem uma grande personalidade e é bem espirituosa".
E agora, acrescentando mais uma unidade no meu ano de vida, descubro que sou engraçada e espirituosa, segundo os outros.
A cruel realidade é que sou muito, muito, muito, muito, mau humorada, reclamona, preguiçosa, chata, e à vezes, um mood Charlie Brown - Peanut (Óh, vida..Óh azar), uma excessiva melancolia com doses pequenas de depressão e bipolaridade. E o que é engraçado mesmo é as pessoas não perceberem isso.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
quarta-feira, 7 de junho de 2017
A tia dos paranauês #2
O título já diz tudo. Esta sou eu.
Pensa assim, a maioria das pessoas que te cercam tem mais ou menos 15 anos a menos que você. E convenhamos que quando você tem 70, isso não faz muito diferença, mas quando você está na casa dos 30 e mais umas unidades quase mudando para outra casa decimal, dá uma pesada. E esta diferença grita!
Aí você já sabe. Não dá para vencê-los. Não quero ser mãe de ninguém. Não ando cuidando nem de mim ultimamente. Logo, junte-se à eles e torne-se a tia que manja dos paranauês.
Temporariamente estou numa casa com 7 pessoas. Eu! Eu que vivi os últimos 10 anos sem dividir a casa com uma tartaruga estou com esta galera, e sou a mais velha da casa - óbvio - eu já estava mentalmente preparada pra isso. Fiz yoga, pilates, corridas, e toda uma preparação física e mental para seguir sem grandes danos para eles, e para mim. Tem funcionado.
Já posso classificar este ano como o ano mais jovem da minha vida. A convivência com pessoas com ideias tão diferentes da minha, pessoas que começam a ver o mundo agora, que descobrem coisas que eu já sabia faz um tempo, é bem divertido. E com este pessoal todo dia é uma nova descoberta. "Sério mesmo que preciso colocar minha roupa de molho?" "Agora entendo quando minha mãe dizia para não andar de meia!" e por aí vai.
Então, se você tem filhos, tirem esses bostas do ninho e joguem no mundo, vão receber de volta pessoas muito melhores.
Já dou conselhos sentimentais, pergunto sobre o dia, tiro dúvidas sobre temas polêmicos, falo mal dos pais deles, e rezo para que se um dia eu for mãe, seja tão moderna e descolada quanto sou hoje. Afinal, dar conselho pro filho alheio é fácil.
Semana que vem mudo para a versão menos Malhação. Longe do centro os "xovens" não querem morar. Então vou me juntar aos "old school" de D11.
Pensa assim, a maioria das pessoas que te cercam tem mais ou menos 15 anos a menos que você. E convenhamos que quando você tem 70, isso não faz muito diferença, mas quando você está na casa dos 30 e mais umas unidades quase mudando para outra casa decimal, dá uma pesada. E esta diferença grita!
Aí você já sabe. Não dá para vencê-los. Não quero ser mãe de ninguém. Não ando cuidando nem de mim ultimamente. Logo, junte-se à eles e torne-se a tia que manja dos paranauês.
Temporariamente estou numa casa com 7 pessoas. Eu! Eu que vivi os últimos 10 anos sem dividir a casa com uma tartaruga estou com esta galera, e sou a mais velha da casa - óbvio - eu já estava mentalmente preparada pra isso. Fiz yoga, pilates, corridas, e toda uma preparação física e mental para seguir sem grandes danos para eles, e para mim. Tem funcionado.
Já posso classificar este ano como o ano mais jovem da minha vida. A convivência com pessoas com ideias tão diferentes da minha, pessoas que começam a ver o mundo agora, que descobrem coisas que eu já sabia faz um tempo, é bem divertido. E com este pessoal todo dia é uma nova descoberta. "Sério mesmo que preciso colocar minha roupa de molho?" "Agora entendo quando minha mãe dizia para não andar de meia!" e por aí vai.
Então, se você tem filhos, tirem esses bostas do ninho e joguem no mundo, vão receber de volta pessoas muito melhores.
Já dou conselhos sentimentais, pergunto sobre o dia, tiro dúvidas sobre temas polêmicos, falo mal dos pais deles, e rezo para que se um dia eu for mãe, seja tão moderna e descolada quanto sou hoje. Afinal, dar conselho pro filho alheio é fácil.
Semana que vem mudo para a versão menos Malhação. Longe do centro os "xovens" não querem morar. Então vou me juntar aos "old school" de D11.
Irlanda - Dublin #1
Bem, bem, bem...Como já é sabido pelos mais próximos, ou os que de alguma forma resolvem dar uma olhada nas redes sociais, estou na Irlanda. Sim, caros, mudei para Dublin.
E você se pergunta "Why, Father?". E eu respondo "I don´t know".
Mas vamos a um panorama geral. Tipo resumão da novela.
Estava indo trabalhar num lindo setembro em SP quando do nada, no meio da estrada, veio um troço que disse:"Run, Vivi, run" (estou muito gastando o inglês)! O famoso "Fuja para as montanhas". E, como tudo na minha vida, nada muito pensado, vim parar aqui em Dublin. E agora começa a minha saga Vivi na Irlanda.
Teremos choro? Teremos, sim senhor.
Teremos risadas? Teremos, sim senhor.
Teremos drama? Claro! Sou eu!
Enfim, este misto quente aí em cima. E plus perrengues!
Cidade Dublin - É um lugarzinho no meio do nada com sabor de chocolate por onde vagam gnomos. Esta é a minha definição para a cidade. É uma cidade pequena, vim de SP, logo tudo é pequeno.
O clima? Ah, o clima merece uma saga a parte. Mas um resumo é - chove. Chove pra caraleo. Venta? Claro que venta! Que graça teria você pegar um dia maravilhoso de chuva e não tomar uma rajada de vento na cara? E o sol? Quando ele aparece é quase feriado. As pessoas saem de casa correndo como se não houvesse amanhã. Para suprir a ausência do sol, alguns tomam vitamina D em cápsula. Você já deve ter ouvido falar das irlandesas laranjas. Sim, o bronzeamento artificial deixam as mocinhas laranjas. E com 4 estações no mesmo dia, Dublin segue seu clima "sou interior mas não contem pra ninguém".
Irlandeses - Amores, aqui é a casa do Bono, viado! Só aí você já tem uma pequena ideia do tipo de gente que habita a ilha. Aliás, já me disseram que ele vem no Natal e anda pela cidade fazendo um som. Me diz se não é a melhor pessoa?
Super, mega, blaster, uper, simpáticos. Te ajudam mesmo quando você não pede.
Bebedores de cerveja natos, dão um banho em qualquer brasileiro que acha que manja dos paranauês.
Boas risadas, boa conversa, e não achem que o cidadão está dando em cima de você. Ele realmente só está sendo educado.
NÃO SÃO RUIVOS! Aqui não é a terra das pessoas ruivas. Vi uns 3 até agora. Já me sinto enganada.
Mas independentemente da cor do cabelo, credo, religião, peso, altura, já estão na minha lista de pessoas do mundo que são boas de conversar e tomar cerveja. Sim, tenho esta lista.
E é neste resumo de cidade e pessoas que começo os relatos da fase Dublin do seriado da minha vida.
Sempre com aquela promessa de escrever mais e etc.
E você se pergunta "Why, Father?". E eu respondo "I don´t know".
Mas vamos a um panorama geral. Tipo resumão da novela.
Estava indo trabalhar num lindo setembro em SP quando do nada, no meio da estrada, veio um troço que disse:"Run, Vivi, run" (estou muito gastando o inglês)! O famoso "Fuja para as montanhas". E, como tudo na minha vida, nada muito pensado, vim parar aqui em Dublin. E agora começa a minha saga Vivi na Irlanda.
Teremos choro? Teremos, sim senhor.
Teremos risadas? Teremos, sim senhor.
Teremos drama? Claro! Sou eu!
Enfim, este misto quente aí em cima. E plus perrengues!
Cidade Dublin - É um lugarzinho no meio do nada com sabor de chocolate por onde vagam gnomos. Esta é a minha definição para a cidade. É uma cidade pequena, vim de SP, logo tudo é pequeno.
O clima? Ah, o clima merece uma saga a parte. Mas um resumo é - chove. Chove pra caraleo. Venta? Claro que venta! Que graça teria você pegar um dia maravilhoso de chuva e não tomar uma rajada de vento na cara? E o sol? Quando ele aparece é quase feriado. As pessoas saem de casa correndo como se não houvesse amanhã. Para suprir a ausência do sol, alguns tomam vitamina D em cápsula. Você já deve ter ouvido falar das irlandesas laranjas. Sim, o bronzeamento artificial deixam as mocinhas laranjas. E com 4 estações no mesmo dia, Dublin segue seu clima "sou interior mas não contem pra ninguém".
Irlandeses - Amores, aqui é a casa do Bono, viado! Só aí você já tem uma pequena ideia do tipo de gente que habita a ilha. Aliás, já me disseram que ele vem no Natal e anda pela cidade fazendo um som. Me diz se não é a melhor pessoa?
Super, mega, blaster, uper, simpáticos. Te ajudam mesmo quando você não pede.
Bebedores de cerveja natos, dão um banho em qualquer brasileiro que acha que manja dos paranauês.
Boas risadas, boa conversa, e não achem que o cidadão está dando em cima de você. Ele realmente só está sendo educado.
NÃO SÃO RUIVOS! Aqui não é a terra das pessoas ruivas. Vi uns 3 até agora. Já me sinto enganada.
Mas independentemente da cor do cabelo, credo, religião, peso, altura, já estão na minha lista de pessoas do mundo que são boas de conversar e tomar cerveja. Sim, tenho esta lista.
E é neste resumo de cidade e pessoas que começo os relatos da fase Dublin do seriado da minha vida.
Sempre com aquela promessa de escrever mais e etc.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Largue este cigarro e o bacon também
Em 2013 eu resolvi que iria parar de fumar, correr, e finalizar o ano correndo a São Silvestre.
Com 16 quilos a mais que hoje, todos riram. E mandaram um sonoro "Senta lá, Cláudia" (estava na moda). Enfim, até eu ri.
Em fevereiro parei de fumar e comecei a caminhar todos os dias. Todo dia era dia. Com chuva, sol, vento, e se no Brasil nevasse, com neve também iria.
Na verdade eu fui desafiada aquele ano. Um babaca, que depois virou meu amigo, soltou a pérola "A Vivi é legal, mas ela é gorda!". Gordofobia é ridículo, todos sabemos disso. Mas não sei porquê levei pro desafio. E não pensei duas vezes em mudar o cenário. Só para esfregar na cara do babaca. E não é que o babaca me ajudou?
Nem tudo nesta vida é perfeito. Em 2014 mudei de emprego. Tinha um chefe fumante. E para passar mais tempo com ele, ter oportunidade de conversar e etc, voltei a fumar. E era algo meio, só de vez em quando.
Não existe "vez em quando" quando o assunto é vício. Seja ele qual for. Voltei a fumar em 2014. Parei de fazer exercícios porque o ritmo de trabalho não permitia. E deixei a vida correr em 2014, 2015. Em 2016 comecei num novo emprego. E tudo é motivo para fumar. Aliás, sempre tenho desculpas. Estou estressada, ansiosa, nervosa, feliz, bebendo, comendo ou qualquer que seja. Sempre acho uma boa para fumar. Justificativa nunca falta.
Bem, nos últimos meses tenho comido como se não houvesse amanhã, mas sempre há, acreditem! E fumando como se estivesse no meio de uma defumação.
Comecei a assistir Grey´s Anatomy, e agora acho que vou ter um infarto a qualquer momento. Tenho histórico familiar, e sou hipocondríaca. Sendo assim, se é hipocondríaco, não assista Greys Anatomy. Já tive todas as doenças raras que os episódios mostram.
Numa tentativa de voltar a correr quase coloquei meu pulmão inteiro pra fora. Chegava a arder. Foi aí que decidi, não rola mais fumar. Se quero ter disposição para fazer atividades físicas, preciso parar de fumar. Agora vai fazer 48 horas que não fumo. Quero matar alguém? Sim! Quero fumar desesperadamente? Sim. Mas vamos firme e forte comemorar as próximas 24 horas, até formar um mês.
Mês que vem faço aniversário, e não estou ficando mais nova, infelizmente.
É hora de parar!
E o bacon? O quê o pobre bacon tem a ver com isso?
Não dá para consumir bacon como se ele fosse um desentupidor de veias.
Evitar gordura, muito sal...Cheguei nesta fase.
Obrigada pelo carinho, bacon. Mas estamos em uma relação aberta e não serei mais fiel.
Com 16 quilos a mais que hoje, todos riram. E mandaram um sonoro "Senta lá, Cláudia" (estava na moda). Enfim, até eu ri.
Em fevereiro parei de fumar e comecei a caminhar todos os dias. Todo dia era dia. Com chuva, sol, vento, e se no Brasil nevasse, com neve também iria.
Na verdade eu fui desafiada aquele ano. Um babaca, que depois virou meu amigo, soltou a pérola "A Vivi é legal, mas ela é gorda!". Gordofobia é ridículo, todos sabemos disso. Mas não sei porquê levei pro desafio. E não pensei duas vezes em mudar o cenário. Só para esfregar na cara do babaca. E não é que o babaca me ajudou?
Nem tudo nesta vida é perfeito. Em 2014 mudei de emprego. Tinha um chefe fumante. E para passar mais tempo com ele, ter oportunidade de conversar e etc, voltei a fumar. E era algo meio, só de vez em quando.
Não existe "vez em quando" quando o assunto é vício. Seja ele qual for. Voltei a fumar em 2014. Parei de fazer exercícios porque o ritmo de trabalho não permitia. E deixei a vida correr em 2014, 2015. Em 2016 comecei num novo emprego. E tudo é motivo para fumar. Aliás, sempre tenho desculpas. Estou estressada, ansiosa, nervosa, feliz, bebendo, comendo ou qualquer que seja. Sempre acho uma boa para fumar. Justificativa nunca falta.
Bem, nos últimos meses tenho comido como se não houvesse amanhã, mas sempre há, acreditem! E fumando como se estivesse no meio de uma defumação.
Comecei a assistir Grey´s Anatomy, e agora acho que vou ter um infarto a qualquer momento. Tenho histórico familiar, e sou hipocondríaca. Sendo assim, se é hipocondríaco, não assista Greys Anatomy. Já tive todas as doenças raras que os episódios mostram.
Numa tentativa de voltar a correr quase coloquei meu pulmão inteiro pra fora. Chegava a arder. Foi aí que decidi, não rola mais fumar. Se quero ter disposição para fazer atividades físicas, preciso parar de fumar. Agora vai fazer 48 horas que não fumo. Quero matar alguém? Sim! Quero fumar desesperadamente? Sim. Mas vamos firme e forte comemorar as próximas 24 horas, até formar um mês.
Mês que vem faço aniversário, e não estou ficando mais nova, infelizmente.
É hora de parar!
E o bacon? O quê o pobre bacon tem a ver com isso?
Não dá para consumir bacon como se ele fosse um desentupidor de veias.
Evitar gordura, muito sal...Cheguei nesta fase.
Obrigada pelo carinho, bacon. Mas estamos em uma relação aberta e não serei mais fiel.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Sabatizando...
Era um dia qualquer de setembro quando eu estava indo trabalhar. Tinha acordado cedo, tendo saído tarde. Acho que fiquei 5 horas na minha casa - não mais que isso com certeza. E naquele dia, pegando a estrada para o trabalho, decidi que não estava mais legal. Simplesmente não estava mais legal.
Um remake mal feito do ano de 2011, era exatamente esta a sensação. A sensação de ter rodado, rodado, e parado no mesmíssimo lugar. Impotência. E pensei: "Vou passar quanto tempo mais fazendo algo que eu não gosto?"
Na ocasião estava ensaiando para uma peça que tinha um poema do José Régio. "Não sei por onde vou, não sei para onde eu vou. Sei que não vou por aí" (Cântico Negro). E foi por esta frase que decidi simplesmente não ir mais para aquele caminho que não me fazia feliz.
E dali comecei um plano de sair do lugar onde estava trabalhando ao completar um ano - em março. Mas o quê eu vou fazer? O quê eu quero fazer? E todas aquelas perguntas da adolescência quando você precisa escolher uma profissão voltam à mente.
E foi com um monte de perguntas sem respostas certas que decidi parar. Ficar um ano sem trabalhar. Ter um ano para pensar sobre o quê eu quero da vida. Pode ser que eu descubra que realmente gosto do que faço e só estou cansada. Pode ser que eu mude completamente de profissão. Pode ser um monte de coisa. Mas gosto da possibilidade do "pode ser". E vou dedicar este tempo ao "pode ser".
Aí vem a pergunta. Tá, você decidiu que não vai trabalhar até o próximo ano, e vai fazer o quê?
Juro que responder isso para as pessoas, que já sabiam da decisão, está ficando cada vez mais chato. As pessoas sempre perguntam "E quais os seus planos?", e eu sempre retribuo com um sorriso amarelo. O meu melhor sorriso amarelo.
A gente tem esta necessidade de sempre saber o próximo passo. Precisamos de agenda, atividades, problemas para resolver, até mesmo para conversar com as pessoas. Reclamar da vida é uma conversa.
Precisamos trabalhar para comprar coisas, compramos coisas que dão trabalho porque precisamos sair de casa, pegar trânsito (se mora em SP sempre terá trânsito), reclamar do preço, mostrar para as pessoas que compramos, nos convencermos de que compramos porque merecemos, afinal trabalhamos demais e etc, etc, etc...Rola um ciclo! E eu só quero dar um tempo deste ciclo.
Sendo assim, num primeiro momento estou indo para Dublin no dia 2/6 (exatos 37 dias). Vou estudar, viajar, conhecer pessoas, viajar...E tenho uma lista mental do que espero fazer, mas nem coloco no papel para não virar obrigação.
Espero poder finalmente ir à Índia e todo o blá, blá, blá que quem me conhece sabe muito bem. O meu "Comer, Rezar, Rezar, Comer, Comer...............e quem sabe...........Amar" particular.
E é isso. Simples assim.
Ou seja, nos próximos meses terei bastante tempo para escrever besteiras, e muito assunto também.
Ah, ninguém lê isso aqui mais? Ok, vou escrever mesmo assim.
Um remake mal feito do ano de 2011, era exatamente esta a sensação. A sensação de ter rodado, rodado, e parado no mesmíssimo lugar. Impotência. E pensei: "Vou passar quanto tempo mais fazendo algo que eu não gosto?"
Na ocasião estava ensaiando para uma peça que tinha um poema do José Régio. "Não sei por onde vou, não sei para onde eu vou. Sei que não vou por aí" (Cântico Negro). E foi por esta frase que decidi simplesmente não ir mais para aquele caminho que não me fazia feliz.
E dali comecei um plano de sair do lugar onde estava trabalhando ao completar um ano - em março. Mas o quê eu vou fazer? O quê eu quero fazer? E todas aquelas perguntas da adolescência quando você precisa escolher uma profissão voltam à mente.
E foi com um monte de perguntas sem respostas certas que decidi parar. Ficar um ano sem trabalhar. Ter um ano para pensar sobre o quê eu quero da vida. Pode ser que eu descubra que realmente gosto do que faço e só estou cansada. Pode ser que eu mude completamente de profissão. Pode ser um monte de coisa. Mas gosto da possibilidade do "pode ser". E vou dedicar este tempo ao "pode ser".
Aí vem a pergunta. Tá, você decidiu que não vai trabalhar até o próximo ano, e vai fazer o quê?
Juro que responder isso para as pessoas, que já sabiam da decisão, está ficando cada vez mais chato. As pessoas sempre perguntam "E quais os seus planos?", e eu sempre retribuo com um sorriso amarelo. O meu melhor sorriso amarelo.
A gente tem esta necessidade de sempre saber o próximo passo. Precisamos de agenda, atividades, problemas para resolver, até mesmo para conversar com as pessoas. Reclamar da vida é uma conversa.
Precisamos trabalhar para comprar coisas, compramos coisas que dão trabalho porque precisamos sair de casa, pegar trânsito (se mora em SP sempre terá trânsito), reclamar do preço, mostrar para as pessoas que compramos, nos convencermos de que compramos porque merecemos, afinal trabalhamos demais e etc, etc, etc...Rola um ciclo! E eu só quero dar um tempo deste ciclo.
Sendo assim, num primeiro momento estou indo para Dublin no dia 2/6 (exatos 37 dias). Vou estudar, viajar, conhecer pessoas, viajar...E tenho uma lista mental do que espero fazer, mas nem coloco no papel para não virar obrigação.
Espero poder finalmente ir à Índia e todo o blá, blá, blá que quem me conhece sabe muito bem. O meu "Comer, Rezar, Rezar, Comer, Comer...............e quem sabe...........Amar" particular.
E é isso. Simples assim.
Ou seja, nos próximos meses terei bastante tempo para escrever besteiras, e muito assunto também.
Ah, ninguém lê isso aqui mais? Ok, vou escrever mesmo assim.
Ser mãe.
Você não sabe o quê estou dizendo: "Você não foi mãe".
Eu acho que tem idade para ouvir certas coisas, quando ouvia o famoso "Você ainda não é mãe", nunca me incomodei. Aquela frase fazia sentido e era uma verdade. E, eu achava que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, naturalmente...
Não, não estou jogando a toalha. Mas juro que ouvir o verbo no passado "não foi mãe" deu uma certa tristeza ao meu útero. Ele ficou meio deprê com isso. E a frase ficou como aqueles ecos de filme barato: "Você não foi, você não foi...mãe...mãe...mãe....".
Eu não sei vocês, mas quando eu era criança a minha família de brincadeira nunca tinha filhinhos.
Eu nunca queria ser a mãe da brincadeira. Eu gostava mesmo era de dar beijo no marido e sair para trabalhar junto com ele. Dava beijo em todas as oportunidades. E este negócio de sair para trabalhar, sempre rolava um selinho, e era assim que eu beijava os meninos.
Então eu não queria este negócio de ser mãe. A mãe não beijava os meninos. Na verdade as mães quase faziam uma brincadeira solitária: limpavam fraldas, davam papinha e balançavam a boneca. Eu achava mais divertido dar o beijo mesmo.
A frase do começo do texto me fez voltar até à infância. O quanto uma frase nos faz refletir.
Não contente com a reflexão da infância, fiz a limpeza das redes sociais e descobri que muitas amigas já são mães. Muitas, muitas, muitas, e muitas conseguem ter mais de um - heroínas - sem dúvida alguma. E eu? Segundo a autora da frase "Não fui mãe". Fiquei incomodada? Opa!
O meu incômodo é a frase no passado, é as pessoas te olharem com aquele olhar triste de "Pobre mulher que não soube a dádiva de ser mãe". Queria deixar claro que às vezes devolvo o olhar com o meu "Pobre mulher que tem dupla jornada, vive cansada e sequer teve tempo de retocar a raíz do cabelo". Não se pode ganhar todas. A vida tem dessas coisas.
Mas enquanto há óvulos, há esperança! Sou a doida do bebê? Jamais! Mas às vezes dá aquela pontinha de "invejinha branca" quando vejo fotos de bebês fofos. Aí pra dar uma amenizada na cara de gato de botas que faço ao ver bebês fofos, vejo os filhos adolescentes malas pra cacete, e logo passa o sentimento. Porque como disse, não se ganha todas. Eles crescem! Vão pro mundo e seguem suas vidas. E no instante seguinte você é a pessoa que ele TEM que visitar no domingo.
E no meio desta reflexão, nada profunda, superei a frase do dia. E dei uma modificada nela: "Eu não SOU mãe, AINDA".
Eu acho que tem idade para ouvir certas coisas, quando ouvia o famoso "Você ainda não é mãe", nunca me incomodei. Aquela frase fazia sentido e era uma verdade. E, eu achava que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, naturalmente...
Não, não estou jogando a toalha. Mas juro que ouvir o verbo no passado "não foi mãe" deu uma certa tristeza ao meu útero. Ele ficou meio deprê com isso. E a frase ficou como aqueles ecos de filme barato: "Você não foi, você não foi...mãe...mãe...mãe....".
Eu não sei vocês, mas quando eu era criança a minha família de brincadeira nunca tinha filhinhos.
Eu nunca queria ser a mãe da brincadeira. Eu gostava mesmo era de dar beijo no marido e sair para trabalhar junto com ele. Dava beijo em todas as oportunidades. E este negócio de sair para trabalhar, sempre rolava um selinho, e era assim que eu beijava os meninos.
Então eu não queria este negócio de ser mãe. A mãe não beijava os meninos. Na verdade as mães quase faziam uma brincadeira solitária: limpavam fraldas, davam papinha e balançavam a boneca. Eu achava mais divertido dar o beijo mesmo.
A frase do começo do texto me fez voltar até à infância. O quanto uma frase nos faz refletir.
Não contente com a reflexão da infância, fiz a limpeza das redes sociais e descobri que muitas amigas já são mães. Muitas, muitas, muitas, e muitas conseguem ter mais de um - heroínas - sem dúvida alguma. E eu? Segundo a autora da frase "Não fui mãe". Fiquei incomodada? Opa!
O meu incômodo é a frase no passado, é as pessoas te olharem com aquele olhar triste de "Pobre mulher que não soube a dádiva de ser mãe". Queria deixar claro que às vezes devolvo o olhar com o meu "Pobre mulher que tem dupla jornada, vive cansada e sequer teve tempo de retocar a raíz do cabelo". Não se pode ganhar todas. A vida tem dessas coisas.
Mas enquanto há óvulos, há esperança! Sou a doida do bebê? Jamais! Mas às vezes dá aquela pontinha de "invejinha branca" quando vejo fotos de bebês fofos. Aí pra dar uma amenizada na cara de gato de botas que faço ao ver bebês fofos, vejo os filhos adolescentes malas pra cacete, e logo passa o sentimento. Porque como disse, não se ganha todas. Eles crescem! Vão pro mundo e seguem suas vidas. E no instante seguinte você é a pessoa que ele TEM que visitar no domingo.
E no meio desta reflexão, nada profunda, superei a frase do dia. E dei uma modificada nela: "Eu não SOU mãe, AINDA".
Assinar:
Postagens (Atom)