quarta-feira, 20 de julho de 2016

Bem no dia do amigo

Conselho e opinião todo mundo tem. Basta vir uma dúvida, uma vontade, um desejo de algo que sempre haverá os palpitadores de plantão que fariam algo se fossem você.

Eu ouço conselhos desde que nasci. Não sigo muitos, mas sempre gosto de ouvir uma perspectiva diferente sobre a minha vida. Não sei muito bem explicar os porquês disso.
Mas o melhor conselheiro, por mais piegas que possa parecer, ainda é seu coração. E eu sigo o meu desde que me entendo por gente.
Hoje ele falou comigo depois de um longo inverno. Siga seu caminho, você já deu tudo que poderia dar. Ok, faz quase um ano que ele repete isso incansavelmente, mas estava me fingindo de surda. Agora tive que ouvir. A consciência bateu profundamente com o "Move on".

Eu tenho a doce mania de ficar amiga de tudo que é homem que passa pela minha vida. Afinal de contas, ninguém é obrigado a ficar com ninguém, e tenho a teoria que se eu escolhi aquela pessoa, antes de tudo rolou uma admiração, um carinho, uma afinidade, e se temos tudo isso, por qual razão não podemos seguir amigos? E trato isso muito de boa. Sempre foi assim, até ter uma exceção. Tudo na vida tem sua exceção. O cara não sabe ser amigo. Alguém que não tem muitos amigos, e não sabe lidar com a amizade alheia. Ou talvez não precise de amigos. Bem, eu preciso, gosto, e valorizo cada um que está comigo. E os mantenho por longas e longas datas. Amigo é a família que a gente escolhe, e eu escolhi os meus muito bem.E é assim que é...

Olha, moço, sinto muito que não queira ser meu amigo bem no dia do amigo. Sinto por você que perdeu a oportunidade de conviver com as minha maluquices, ideias bizarras, e vontades surreais. Sinto por não vivermos histórias boas para contar aos netos. Sinto pelas boas risadas e as gracinhas que me farão falta. Sinto também pelas longas conversas no trânsito caótico de São Paulo. Sinto pelos conselhos e puxões de orelha que você sabe dar muito bem.
A base fundamental para uma boa amizade é o respeito. E eu exerço isso da melhor forma possível,coisas de quem tem muitos amigos, e por aprender a respeitar, respeito sua vontade, viu?
Falta vou sentir, e vou contar aos netos que tive um amigo bem gente fina que um dia sumiu. Sem mágoas, sem rancor, sem mimimi, fica aqui as recordações, e o carinho que sempre existirá.
E, apesar dos pesares, aqui você ganhou uma amiga e admiradora. Quem sabe um dia a gente se encontre por aí, não é mesmo?
Feliz dia do amigo.







domingo, 22 de maio de 2016

O jornalista favorito

Comecei a escrever em julho/05. Nunca foi porque eu tinha um talento nato. Lendo as coisas que escrevi nesta época, sinto uma certa vergonha alheia. Assim como sentirei vergonha alheia de tudo que já escrevi ao longo desses muitos anos.

Mas este texto não é sobre vergonha, vou deixar isso para um outro momento. É sobre as lições que aprendo com as minhas relações.

Ele era jornalista e tinha um blog. Bom, ele não sabia que eu sabia. Mas lia religiosamente. Aliás, era a primeira coisa que fazia logo cedo. Café + blog. Depois da lida, vinha a prática, e eu tentava, tentava, mas só saia texto ruim. Já diziam os sábios "A prática...". Ok, estou bem distante da perfeição, mas deu uma boa melhorada depois de 11 anos.

Um dia, como se eu escrevesse em blogs desde que o mundo é mundo, resolvi dizer como quem boceja, com calma e elegância "Tenho um blog!".  Wow, what a coincidence!!

Não, nunca antes de conhecê-lo, cogitei esta ideia. Mas lá estava eu, tendo algo em comum. Ou melhor, inventando algo em comum. Ainda hoje me pergunto se ele fosse piloto. Bom, fiz curso de comissária, mas isto é uma outra história. Sim, tinha um piloto envolvido.

E por conta de uma paixão, surgiu outra paixão. Na verdade, outras. Fiz aula de canto, entrei para uma banda, emagreci, "enloireci", passei a escrever mais e melhor. Tive noção básica de jornalismo, meu coração deu uma leve amolecida, e me apaixonei de verdade pela primeira vez. Daquelas paixões que você desce a parede chorando igual novela, sabe,

Uma hora essas paixões passam. Depois de chorar, gritar, se jogar no chão. Uma hora você limpa a roupa e continua. Nunca é o fim do mundo. É só o mundo te mostrando que ainda corre sangue nas suas veias e que dali vai sair uma lição. Talvez não fique clara nos primeiros dias, meses, e talvez anos, mas um dia, quando estiver tomando seu bom café, vai lembrar com carinho daquilo. Porque sempre há uma lição.

E foi assim nesta manhã de domingo. Uma boa lembrança.

Bom, ele continua sendo meu jornalista favorito mesmo depois de tantos anos. E, um amigo mais que querido. Sim, depois da tempestade, se o sentimento é verdadeiro, a amizade continua.

domingo, 17 de abril de 2016

Quando você segurava minha mão.

Eu lembro que andávamos de mãos dadas. Dizíamos que seria para todo o sempre. E pra mim, o todo sempre era infinito.
Um dia descobri que o "pra sempre, sempre acaba", como já cantou Cássia Eller.
Eu não sei quem errou. E acredito que ninguém tenha errado. As coisas acontecem como elas devem acontecer, a gente queira, ou não.

Eu estava ali sentada olhando você à distância, e percebi que meus olhos já não te viam da mesma forma. O meu coração não te sentia da mesma forma. Mas você estava ali o tempo todo, ao meu lado, sabendo meus gostos, manias, medos, amores e desamores. Você fez parte de tantos momentos da minha vida, que por mais que meus olhos não te vissem mais com o mesmo amor, eu não queria te perder de vista.

E ali você ficou por anos, como um móvel, como algo físico que compõe o quadro da minha vida.
E se eu não encontrar alguém que me conheça tanto quanto você? E se tudo que imagino que seja o mundo lá fora seja só ilusão? É tranquilo ao seu lado. Brigamos às vezes, às vezes brigamos muito. E, de uns tempos pra cá, nem forças para brigar temos mais. Mas e se for tudo ilusão? E se for tudo uma vida imaginada que não existe e eu esteja jogando pela janela a companhia da minha vida?
O que fizemos com a gente? Quando foi que deixamos as coisas se perderem?

Você me cobrou carinho, atenção, e eu estava ali ao seu lado o tempo todo, e você sequer percebeu que eu já não era mais a mesma. Caminhei ao seu lado de mãos dadas, até que um dia, você largou minha mão, começou a andar na frente, e eu ainda te segui o quanto pude. Mas aí eu cansei, e você tomou distância, e hoje não te vejo mais.
Orquestramos uma rotina cômoda pra mim, pra você, pra gente. Vivemos uma felicidade de propaganda com pessoas ao nosso redor que querem ser como a gente. Mas quem somos?
Já não somos mais o casal jovem e promissor que se ama. O quê somos nós?

E se eu não souber ser outra coisa? E se eu não conseguir encarar a vida sozinha?

Colocamos móveis, amigos, família, planos, viagens, e tudo que podemos colocar, colocamos no quadro da nossa vida. E mesmo assim, parece que estou apenas distraindo da minha mente. Enganando meu coração para que ele se contente com isso, porque é assim que a vida é.
Será que existe mais? Será que estou querendo demais?

Hoje eu sei que te amo. Sei que a vida não seria a mesma sem você. Mas também sei que a vida com você não é a vida que eu quero. E este meu amor, ah, este meu amor, não é o amor que eu imaginei que tivesse pra toda vida.

Segure minha mão. Quero sentir aquele frio na barriga e a vontade de estar com você.
Hoje te amo, mas não sei se é suficiente para nós dois. Dê um passo porque eu não consigo mais dar passo algum. Alguém nos salve. Alguém faça alguma coisa porque estamos lutando por convicções que sequer acreditamos. Mas como deixar-te se amo o cotidiano que fizemos e me torno prisioneira disso?

O amor pode ser fictício, mas eu queria tanto viver isso.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Só tinha medo a tal Joana de Santo Cristo

Lembro como se fosse hoje o término do Ensino Médio. Foi uma tristeza profunda. Enquanto todos os meus amigos do colégio já tinham planos para dominar o mundo, eu não tinha a menor ideia do que eu seria, visto que já tinha crescido. E assim começava meu Faroeste Caboclo pessoal.

Achava/acho de uma sacanagem sem fim pedir para alguém que mal consegue pagar seu lanche, escolher o que deve fazer pela vida toda.

É mais ou menos assim: "Te sustentamos atá agora. Agora é com você. Se vira, neguinha!".

Na época eu fazia curso de inglês com uma professora super gente boa. A Lu era descolada, ia nas melhores festas, falava inglês fluente, tinha viajado pra danar, e escrevia para a Revista Dynamite. Era muita coisa "cool" para um ser humano só. Pronto, estava decidido - jornalismo.

Eu nunca fui um gênio. Lembro de mais ter cabulado aula do que estado dentro de uma sala de aula. Tirava boas notas porque alguma entidade divina iluminava meus pensamentos. 
Vivia uma época rebelde como a maioria dos adolescentes. Mas o meu rebelde era bem levado a sério. 

E no maior estilo cigarra, esperei o vestibular. Esperando que as entidades divinas não me abandonassem. 

Minha mãe tentou direcionar minha vida dizendo que eu deveria fazer Faculdade de Direito. Me inscreveu para tudo quanto foi  vestibular. De preferência os baratos, bons e extremamente difíceis de passar sem preparo de uma vida. 

A última inscrição foi feita por mim. Lembro dela me dando os R$ 90,00 para inscrição no Mackenzie. Chegava a ser piada ela achar que eu passaria em Direito no Mackenzie.
Vi a relação candidato/vaga e resolvi que isso não teria a menor chance. Não pensei duas vezes, assinalei Publicidade e Propaganda.  Para surpresa do universo, eu passei. E, para a minha surpresa, a resposta da minha mãe foi taxatória "Não tenho a menor condição de pagar por este curso". 

Ou seja, a única faculdade que passei, não poderia fazer. E o conselho dado foi "Trabalhe e pague pela Faculdade". Trabalhar? Como? O que eu sei fazer?

Voltei ao colégio e fiz Magistério. Vou dar aula e pagar pela minha faculdade.
E, com o salário MARAVILHOSO de professora, não pude pagar lá grande coisa. Acabei fazendo Rádio e Televisão. Curso novo e barato, e na área que me interessava - Comunicação Social.

A gente acha que vai ser fácil. Passei a faculdade inteira buscando estágio. Deixei currículo (sim, na época você entregava pessoalmente) por toda a Av Paulista, onde havia uma concentração enorme de rádios. Eu só queria uma oportunidade. Na época nem pensava em salário.

Terminei a Faculdade, nunca estagiei.

No final das contas fiz um curso que nunca utilizei pra nada. 

E, a vida acaba te ensinando outras coisas, e você acaba trabalhando naquilo que não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver com o que você gostaria de fazer. 

O tempo passa, e nunca é fácil responder "O que você vai ser quando crescer?"




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Opinião - Em cima do muro.

Eu sou de um tempo em que para formar uma opinião sobre qualquer coisa, precisava ler, pesquisar, ver várias vertentes sobre o assunto. Enfim, dava um puta de um trabalho ter opinião sobre alguma coisa. Defender um ponto de vista então, a vida toda.

De uns tempos pra cá venho lendo comentários nas redes sociais. E, no meu momento Ivete penso: "Quem é essa aí, papai? Cheia de opinião!".
Liberdade de expressão! Esta frase sempre é o mote para um derramamento sem fim de palavras. Não sei, ainda sou do tempo do "Não tenho opinião formada".
Credo! Coisa chata este negócio de ter opinião sobre tudo. Esta formação globalizada que nos dá direito a opinar sobre: economia, política, futebol, religião, moda, culinária, veterinária, medicina holística e qualquer outro assunto. A gente anda muito profundo conhecedor do mundo.

Temos opinião, mas também perdemos a atitude. Protestar na rede social é fácil. Eu sento no meu sofá, abro uma página e escrevo, escrevo, escrevo até cansar. Talvez no dia em que as pessoas, inclusive eu, falarem menos e fizerem mais, talvez, as coisas melhorem.

Você é em cima do muro, dirão os radicias. Sim, sou em cima do muro. E é de cima deste muro que tenho a oportunidade de ver os dois lados. E, espero em Deus, que eu continue em cima deste muro aconteça o que acontecer.

Uma boa vida pra você.

E, depois de um longo, longo, longo, longo, infinitamente longo, inverno, desintoxicação completa.
Fiz de tudo. Chorei, me joguei no chão, desci paredes ouvindo músicas tristes, falei incansavelmente sobre o assunto. Foi um ano e meio de chateação. E, hoje me dei conta que não dói mais.

A gente fica chorando o defunto e não deixa que a terra leve os restos mortais. Fica ali numa velação cansativa porque é assim que o ser humano é.
Depois de um tempo a gente se dá conta que foi embora. Quando chega é um arregaço. Festas, fogos de artifícios, planos, ideias, pensamentos constantes, mas pra ir embora a entidade demora. E fica se a gente não deixar ir.

Eu sempre fui a pessoa que gasta. A pessoa que vai ao fundo do poço da dignidade. Aquela que arruma desculpas para o "Hoje ele estava ocupado" "Ah, não respondeu porque não deu tempo" "Não ligou porque deve estar um dia corrido".
Sábio Xico Sá e vovô Nelson sempre dizem "O homem que quer, dá um jeito". Dá seus pulos, eu diria.

Não é demérito nenhum tomar o gole amargo da decepção. O pé na bunda ensina. Faz com que nos sintamos vivos. Deixa uma marca, mas o tempo sabe das coisas e tira a marca sem deixar muitos arranhões. Mas machucado nenhum vai embora sem cicatrizes. E são elas que nos fazem contar as melhores histórias do boteco.

Olha, cara oferenda, eu fiz o que estava ao meu alcance. Até esqueci que tinha orgulho. Estava lá bem quietinha quando você apareceu, e eu sabia que só poderia dar merda. Deu.
Agora estou lhe devolvendo para o oceano. E não poderia fazer a devolução sem endereçamento e testemunhal escrito para que eu lembre que lhe devolvi para o oceano.

Vá, oferenda. Encontre Iemanjá. Seja feliz a sua maneira. Viva muitos e muitos anos da maior felicidade.
Nunca fui das que desejam o mal alheio. E isso nem você, nem ninguém vai tirar de mim. Afinal, coisas boas atraem coisas boas.

Lições de casa mais que feitas.
Não espere nenhum contato para alimentar seu ego.

Um dia eu iria sumir da sua vida. Sei que é triste pra você, pois é tão bacana ter alguém que nos ama, né? Mas deu uma cansada. Ninguém vale tanto esforço.

Bom, este foi o último texto, o último suspiro. Coloquei você no barquinho, e já vejo ele bem longe, quase sumindo no horizonte.
Sem choro, nem vela, nem a tal rosa amarela.

E, termino com  clássico dos meus términos afetivos "Lhe desejo uma boa vida".

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Sou paulista.

Eu disse que era paulista.
Você disse que paulistas não gostam de cariocas porque somos invejosos.
Em apenas 5 segundos conseguiu minha antipatia. E sincera que sou (não é uma qualidade), logo joguei na sua cara "Não gostei de você, sabia?". E você riu de mim.

Dali por diante virou uma briguinha infantil de alguém que sequer era carioca, aliás, de alguém que sequer era brasileiro, contra os paulistas.
E, sabe de uma coisa? Essas briguinhas sem sentido me divertem.

Deixei você pegar na minha mão. Sou boa moça. Deixo no máximo pegar na mão. Mas é carnaval, dizia você. E minha resposta era: E daí? Sou paulista, lembra? Somos conservadores.
Um dia deixei que me desse um beijo na bochecha. Você tentou mais. Mas como boa paulista que sou, já achei que fomos longe demais.

Um dia, já irritado do jogo, tentou me beijar. Deixei só um pouco, para logo depois afastar. Afinal, paulistas não ficam de pegação na rua.

No dia seguinte te deixei horas me esperando. Você não tinha marcado nada. Achou que me encontraria. Lembre-se paulistas marcam horário, e são bem responsáveis com isso. Como não tínhamos marcado, lhe deixei esperando. E, para minha surpresa, depois de horas, lá estava você esperando.
Disse que seria somente uma cerveja, pois tinha compromisso com o carnaval logo cedo. Você aceitou. E, paulista que sou, cumpri a promessa - uma cerveja.
Você argumentou que tinha esperado horas, mas não funcionou, sou paulista.

Sei que foram alguns dias deste chove não molha. E você foi persistente. Diria que "Foi brasileiro". Aliás, lhe disse isso algumas vezes.
E, com tanta oferta, com tanta mulher, com tantas coisas acontecendo, me surpreendeu tamanha devoção.

Ao contrário do que pensam, gosto do carnaval por "n" motivos, e a pegação desenfreada não é um deles, acredite quem quiser.

E, não fazer parte da pegação desenfreada foi a melhor opção. Pude conhecer pessoas de verdade, conversar, rir e fazer novos amigos.

Amigo gringo, você foi brasileiro. E, no final, sabe que foi a melhor coisa?
Não deu para pegar a mala e ir embora com você.
Vou te visitar uma hora dessas. Mas com tudo mais organizado, sabe como é...sou paulista.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Fácil se perder...

É bem fácil se perder.
No meio de uma pilha de papéis, no meio de um turbilhão de sentimentos ou em meio a diversas perguntas que muitas vezes não fazemos ideia de quais são as respostas.
Então, no resumo, é bem fácil se perder em algum caminho. Parar no meio, ou simplesmente nem iniciar jornada alguma.
É fácil sentar em algo cômodo e reclamar todos os dias. Aliás, o ser humano é expert em reclamar e fazer o que chamo de "culpabilização". Culpar o outro por nossas escolhas, culpar pela infelicidade, culpar porque deixamos de fazer algo, ou porque fizemos. Apontar o dedo para o outro é muito simples. E neste processo todo, é bem fácil se perder.

A expetativa, plano, seja lá  o que se decida fazer, não pode e nem deve passar somente pelo outro. Sim, ele deve fazer parte. Somos seres sociáveis, e ninguém vive numa bolha, apesar de muitas vezes querermos isso. Mas o outro não deve ser o ponto inicial, nem o final.

Um emaranhado de "se" estagna a vida e nos cega do que realmente queremos ser/viver/estar.Tomar decisões, fazer escolhas, desistir de algo, nunca é fácil. Fácil mesmo é julgar os outros e fazer isso pelos outros quando as consequências não estão diretamente ligadas à nos tirar de nossa zona de conforto. Difícil é assumirmos a vida que temos e fazer dela o que realmente queremos.

Viver é um dom divino repleto de livre arbítrio. Podemos fazer disso o que queremos, mas muitas vezes não temos ideia do que seja isso. A liberdade pode assustar e estagnar. Ter tanto pra ver e viver, e ter medo de dar um passo adiante.

Não existe receita. Pode procurar no Google "Receita de vida", nenhuma vai estar adequada à você. Cada um escreve sua história da forma que mais lhe convém.
Não culpe as pessoas por suas escolhas. Não condicione sua vida à vida do outro. Isso não é, e nunca será, egoísmo. Egoísmo é não seguir em frente e passar a vida toda culpando alguém por não ter lhe dado a permissão de viver a sua vida.

O ato de seguir em frente é um ato de coragem. Só conseguimos fazer alguém feliz quando estamos felizes.
Lembre-se, é bem fácil se perder, assim como é bem fácil culpar o outro. Pode não ser hoje, amanhã, nem num futuro próximo, mas olhar pra trás e ver o tempo perdido por rancor, mágoa e insistências inúteis, é um desperdício de vida.

É fácil se perder. Difícil é fazer o exercício de vida seguindo em frente e respeitando o outro.