Tia sempre é foda. A minha então, nem se fala.
Ela ligou hoje para desejar feliz ano novo.
- Já que nenhuma sobrinha ligou, eu ligo.
- Pô, tia, eu não ligo para ninguém.
- Pros teus namoradinhos você deve ligar.
- Pior ainda, tia. Não tenho namoradinho nenhum.
- Você ainda não está namorando?
- Não, tia.
- Namora seu chefe.
- Ele é gay.
- Alguém do trabalho, sei-lá.
- Todos gays!
- Você trabalha numa boate gay agora?
- Quase isso...
- Se você estivesse na igreja, teria arrumado alguém. Na igreja não tem gay, é pecado.
- Ah, tia, não estou procurando nada.
- Entra na internet. Não, melhor não. Esses dias eu entrei e quando eu disse que era médica o cara disse que me queria ver peladinha cuidando dele. Fique chocada.
- Mas o que você estava fazendo numa sala de bate papo?
- Curiosidade. Bem, você é nova ainda. Lembre-se, eu casei aos 45.
Ela foi bem animadora. Feliz ano novo, tia.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Maysa
Não tenho idade para ser fã de Maysa. Na verdade a acho muito deprê. No entanto, a minissérie pacere excelente. Que fotografia é aquela? Lindíssima!Larissa Maciel, atriz que interpreta Maysa, é muito expressiva. Representa muito bem o papel.
São apenas 9 capítulos, e mesmo o sono querendo vencer-me, vou assistir.
Todo mundo diz que ela é a cara da Maysa. Não achei. Na minha modesta opinião, ela é muito mais parecida com a Drew Barrymore, do que com a Maysa. Vocês não acham?
sábado, 3 de janeiro de 2009
São Paulo pára?
Já entediada de fazer artesanato, decidi que era hora de ver o que a minha cidade tinha a me proporcionar.
Liguei para uma amiga que não via desde os primórdios da humanidade e decidimos ir ao cinema, que diga-se de passagem não tem nenhum filme bom passando.
Imaginei que teria um cinema à disposição. Usaria duas poltronas, tiraria o sapato e colocaria as pernas para cima sem ter um ser humano para me encher o saco. Doce engano!
Chegamos ao shopping no meio da tarde e simplesmente não achávamos uma vaga para estacionar.
Depois de rodar uns quinze minutos pelo estacionamento, encontramos a tão sonhada vaga. Era o prenúncio do inferno. O shopping estava lotado.
Mesmo assim, imbuída do meu espírito brasileira, aquela que não desiste nunca, fui até o cinema. A fila estava quilométrica. Sim, quilômetros de fila.
Fala sério! Cinco horas da tarde e aquele inferno na Terra. Desistimos do cinema. Tentamos então comer alguma coisa. Mais fila. Este povo não tinha ido viajar?
Como estava com fome, aguentei firme e forte ser atendida.
A noite sai para tomar cerveja com outra amiga. Um calor do inferno, chovendo mais que no dia do dilúvio, e os bares cheios. Trânsito às onze da noite. Mais uma vez; este povo não tem o que fazer?
Hoje acordei com a idéia fixa de ir ao teatro. Entrei em todos os sites procurando uma boa peça. Surpresa, não tinha nenhuma. As que eu estava com vontade de assistir só voltam depois do dia 15 de janeiro.
Vai se ferrar!
Se viajo, tenho que disputar o metro quadrado de areia. Se fico em São Paulo, preciso brigar com as pessoas no trânsito, pegar filas e rezar para ter alguma coisa legal para fazer.
Defitivamente precisamos de uma campanha de natalidade urgentemente. Tem gente demais no mundo.
Liguei para uma amiga que não via desde os primórdios da humanidade e decidimos ir ao cinema, que diga-se de passagem não tem nenhum filme bom passando.
Imaginei que teria um cinema à disposição. Usaria duas poltronas, tiraria o sapato e colocaria as pernas para cima sem ter um ser humano para me encher o saco. Doce engano!
Chegamos ao shopping no meio da tarde e simplesmente não achávamos uma vaga para estacionar.
Depois de rodar uns quinze minutos pelo estacionamento, encontramos a tão sonhada vaga. Era o prenúncio do inferno. O shopping estava lotado.
Mesmo assim, imbuída do meu espírito brasileira, aquela que não desiste nunca, fui até o cinema. A fila estava quilométrica. Sim, quilômetros de fila.
Fala sério! Cinco horas da tarde e aquele inferno na Terra. Desistimos do cinema. Tentamos então comer alguma coisa. Mais fila. Este povo não tinha ido viajar?
Como estava com fome, aguentei firme e forte ser atendida.
A noite sai para tomar cerveja com outra amiga. Um calor do inferno, chovendo mais que no dia do dilúvio, e os bares cheios. Trânsito às onze da noite. Mais uma vez; este povo não tem o que fazer?
Hoje acordei com a idéia fixa de ir ao teatro. Entrei em todos os sites procurando uma boa peça. Surpresa, não tinha nenhuma. As que eu estava com vontade de assistir só voltam depois do dia 15 de janeiro.
Vai se ferrar!
Se viajo, tenho que disputar o metro quadrado de areia. Se fico em São Paulo, preciso brigar com as pessoas no trânsito, pegar filas e rezar para ter alguma coisa legal para fazer.
Defitivamente precisamos de uma campanha de natalidade urgentemente. Tem gente demais no mundo.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Máquina do tempo
Estou me sentindo velha. Estranho dizer isso aos 27 anos. Minha vó ao ler isso vai rolar no chão de tanto rir. Mas a sensação é esta.
A leitura dos diários mexeu comigo. Deu vontade de entrar na máquina do tempo de reviver alguns momentos. Não tive vontade de mudar nada do que eu fiz até hoje. O que eu fiz me tornou a pessoa que sou hoje. E por mais que eu passe longe da perfeição, estou bem com a pessoa que me tornei.
Comecei a ler todos os dias primeiros de janeiro da minha vida. Você deve estar pensando "desde quando esta louca escreve?". Escrevo diário desde 1994. São 14 livros sobre a minha vida. o décimo quarto ficou um pouco em branco. Com a correria do ano passado deixei muita coisa passar sem registro.
Ainda não tenho meu diário de 2009. Mas amanhã resolverei isso. Vai ser divertido chegar em 2019 e ler o que aconteceu no dia 1 de janeiro deste ano.
1 de janeiro de 1999: Não achei o diário de 1999.
1 de janeiro de 2000: Caralho, 2000. Sem escola. Sem faculdade, não passei em direito. Pô, passei em publicidade. Meu pai disse que não vai pagar a faculdade de PP. Porra, o que vou fazer este ano?
Já começo o ano sem saber o que fazer. Este ano promete.
1 de janeiro de 2001: Bem, estou em Pinhalzinho. Passei o Reveillon aqui. Estava na companhia das minhas duas melhores amigas; Mainan e Vivian. Acho que isso já é um indício de um ano fabuloso.
1 de janeiro de 2002: Fomos à praia ver a queima de fogos. Maravilhosa. Aliás, que cidade gostosa. Salvador é uma delícia
1 de janeiro de 2003: Acordei fritando na barraca. O calor está insuportável. Bêbada, sem chinelo, porque perdi ontem na praia, e nem consigo dormir na minha própria barraca, é de foder. O importante é estar em Trindade.
1 de janeiro de 2004: O albergue está engraçado. Duzentas pessoas em uma casa na Praia Grande. Onde fui amarrar o meu jegue?
1 de janeiro de 2005: Choveu no Guarujá. Passei a virada parecendo um pinto molhado. Voltei para São Paulo. Precisava voltar o mais rápido possível, queria vê-lo de qualquer jeito. Cheguei em casa e fiz o almoço pra gente. Disse que tinha cozinhado com minhas próprias mãos, mas comprei congelado e só fiz o molho.
1 de janeiro de 2006: Sol e água fresca. A piscina está uma delícia. O som maravilhoso, e as companhias, melhores aindas. Nada melhor que estar entre amigos.
1 de janeiro de 2007: Um frio desgraçado. A primeira pessoa que eu cumprimentei foi uma estranha. Campos do Jordão é uma cidade de velhos. A mais nova do hotel era eu. E lá estava eu, de vermelho, quando o músico da banda cantou lady in red. O resto é impublicável.
1 de janeiro de 2008: Floripa é uma cidade mágica. Fizemos uma puta ceia de Reveillon, tocamos, cantamos dançamos, bebemos feito vacas, e fomos deitar mais de 5 da manhã.
1 de janeiro de 2009: Acordei com uma ressaca do demônio ao meio dia. É isso que dá tomar vinho barato.
A leitura dos diários mexeu comigo. Deu vontade de entrar na máquina do tempo de reviver alguns momentos. Não tive vontade de mudar nada do que eu fiz até hoje. O que eu fiz me tornou a pessoa que sou hoje. E por mais que eu passe longe da perfeição, estou bem com a pessoa que me tornei.
Comecei a ler todos os dias primeiros de janeiro da minha vida. Você deve estar pensando "desde quando esta louca escreve?". Escrevo diário desde 1994. São 14 livros sobre a minha vida. o décimo quarto ficou um pouco em branco. Com a correria do ano passado deixei muita coisa passar sem registro.
Ainda não tenho meu diário de 2009. Mas amanhã resolverei isso. Vai ser divertido chegar em 2019 e ler o que aconteceu no dia 1 de janeiro deste ano.
1 de janeiro de 1999: Não achei o diário de 1999.
1 de janeiro de 2000: Caralho, 2000. Sem escola. Sem faculdade, não passei em direito. Pô, passei em publicidade. Meu pai disse que não vai pagar a faculdade de PP. Porra, o que vou fazer este ano?
Já começo o ano sem saber o que fazer. Este ano promete.
1 de janeiro de 2001: Bem, estou em Pinhalzinho. Passei o Reveillon aqui. Estava na companhia das minhas duas melhores amigas; Mainan e Vivian. Acho que isso já é um indício de um ano fabuloso.
1 de janeiro de 2002: Fomos à praia ver a queima de fogos. Maravilhosa. Aliás, que cidade gostosa. Salvador é uma delícia
1 de janeiro de 2003: Acordei fritando na barraca. O calor está insuportável. Bêbada, sem chinelo, porque perdi ontem na praia, e nem consigo dormir na minha própria barraca, é de foder. O importante é estar em Trindade.
1 de janeiro de 2004: O albergue está engraçado. Duzentas pessoas em uma casa na Praia Grande. Onde fui amarrar o meu jegue?
1 de janeiro de 2005: Choveu no Guarujá. Passei a virada parecendo um pinto molhado. Voltei para São Paulo. Precisava voltar o mais rápido possível, queria vê-lo de qualquer jeito. Cheguei em casa e fiz o almoço pra gente. Disse que tinha cozinhado com minhas próprias mãos, mas comprei congelado e só fiz o molho.
1 de janeiro de 2006: Sol e água fresca. A piscina está uma delícia. O som maravilhoso, e as companhias, melhores aindas. Nada melhor que estar entre amigos.
1 de janeiro de 2007: Um frio desgraçado. A primeira pessoa que eu cumprimentei foi uma estranha. Campos do Jordão é uma cidade de velhos. A mais nova do hotel era eu. E lá estava eu, de vermelho, quando o músico da banda cantou lady in red. O resto é impublicável.
1 de janeiro de 2008: Floripa é uma cidade mágica. Fizemos uma puta ceia de Reveillon, tocamos, cantamos dançamos, bebemos feito vacas, e fomos deitar mais de 5 da manhã.
1 de janeiro de 2009: Acordei com uma ressaca do demônio ao meio dia. É isso que dá tomar vinho barato.
Entre borrachas e apontadores
As pessoas da década de oitenta devem lembrar da música que dá título ao texto.
Acho que foi esta a sensação ao mexer no baú das recordações.
Sabe aquela caixa em que as pessoas guardam o primeiro bilhete, a flor murcha que ganhou na adolescência, os diários e afins? Era nela que eu mexia quando lembrei da música.
Começar o ano novo remexendo no passado chega a ser engraçado. Por mais que as coisas se renovem, é sempre bom lembrar do passado. Principalmente das coisas boas.
Li um trecho do meu diário de 1996. A caneta era rosa com brilho:
"Não sei o que acontece. Ele não me ligou até agora. Não consigo parar de olhar para o telefone. Tenho medo de sair de casa e ele ligar".
Bom, se na época eu tivesse celular, a história seria contada de forma diferente.
O mais curioso é que se eu não tivesse voltado umas três páginas, não saberia quem era o tal ele que eu falava.
Em 1998 o ele já era outro.
Os anos foram passando e o tal ele foi mudando.
E depois de tantos eles, é cômico pensar o quanto sofria e achava que a vida não teria sentindo sem algum dos eles.
Faz quatro anos que não tem nenhum ele na minha vida.
De certa forma sinto falta da coisa adolescente, que por mais que envelheçamos, sempre existirá. Afinal de contas, a paixão é, e sempre será, um sentimento juvenil.
E para quem não lembrou da música, eis um trecho:
Entre borrachas e apontadores
Mora o meu grande amor
Colei seu nome com várias cores
No livro que ela me emprestou
Mandei mil balas e mariolas
Roubei as flores todas do jardim
Eu faço tudo na minha escola
Pra ver se ela gosta de mim
Acho que foi esta a sensação ao mexer no baú das recordações.
Sabe aquela caixa em que as pessoas guardam o primeiro bilhete, a flor murcha que ganhou na adolescência, os diários e afins? Era nela que eu mexia quando lembrei da música.
Começar o ano novo remexendo no passado chega a ser engraçado. Por mais que as coisas se renovem, é sempre bom lembrar do passado. Principalmente das coisas boas.
Li um trecho do meu diário de 1996. A caneta era rosa com brilho:
"Não sei o que acontece. Ele não me ligou até agora. Não consigo parar de olhar para o telefone. Tenho medo de sair de casa e ele ligar".
Bom, se na época eu tivesse celular, a história seria contada de forma diferente.
O mais curioso é que se eu não tivesse voltado umas três páginas, não saberia quem era o tal ele que eu falava.
Em 1998 o ele já era outro.
Os anos foram passando e o tal ele foi mudando.
E depois de tantos eles, é cômico pensar o quanto sofria e achava que a vida não teria sentindo sem algum dos eles.
Faz quatro anos que não tem nenhum ele na minha vida.
De certa forma sinto falta da coisa adolescente, que por mais que envelheçamos, sempre existirá. Afinal de contas, a paixão é, e sempre será, um sentimento juvenil.
E para quem não lembrou da música, eis um trecho:
Entre borrachas e apontadores
Mora o meu grande amor
Colei seu nome com várias cores
No livro que ela me emprestou
Mandei mil balas e mariolas
Roubei as flores todas do jardim
Eu faço tudo na minha escola
Pra ver se ela gosta de mim
O feno
O feno acabou de passar por mim. A cidade que tanto me estressa está vazia. É inacreditável. Ninguém habita meu bairro. E nem minha casa, diga-se de passagem.
Meu telefone não tocou. Não que ele sempre toque, e que eu seja uma pessoa muito requisitada, mas ficar o dia inteiro sem tocar, é a primeira vez. Cheguei até a tirar do gancho para ver se havia algo de errado. Notei que a única coisa de "errada" é que não tem nenhum amigo na cidade.
Resolvi ligar para desejar um feliz 2009. Depois de três tentativas, desisti. Os celulares estavam fora de área.
Fazia mais de 5 anos que não passava as festas de final de ano na cidade. Tinha esquecido o quanto é entediante.
Já li, já dancei, cantei, assisti filmes, assisti programas da tarde, arrumei meu guarda-roupas, limpei a casa, e o dia não acabava. Aliás, ainda não acabou.
O dia primeiro de janeiro do ano de 2009 entrou para a minha história pessoal como sendo o dia mais longo de toda a minha existência. Nunca na história deste País, houve um dia tão longo!
Meu telefone não tocou. Não que ele sempre toque, e que eu seja uma pessoa muito requisitada, mas ficar o dia inteiro sem tocar, é a primeira vez. Cheguei até a tirar do gancho para ver se havia algo de errado. Notei que a única coisa de "errada" é que não tem nenhum amigo na cidade.
Resolvi ligar para desejar um feliz 2009. Depois de três tentativas, desisti. Os celulares estavam fora de área.
Fazia mais de 5 anos que não passava as festas de final de ano na cidade. Tinha esquecido o quanto é entediante.
Já li, já dancei, cantei, assisti filmes, assisti programas da tarde, arrumei meu guarda-roupas, limpei a casa, e o dia não acabava. Aliás, ainda não acabou.
O dia primeiro de janeiro do ano de 2009 entrou para a minha história pessoal como sendo o dia mais longo de toda a minha existência. Nunca na história deste País, houve um dia tão longo!
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