quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Máquina do tempo

Estou me sentindo velha. Estranho dizer isso aos 27 anos. Minha vó ao ler isso vai rolar no chão de tanto rir. Mas a sensação é esta.

A leitura dos diários mexeu comigo. Deu vontade de entrar na máquina do tempo de reviver alguns momentos. Não tive vontade de mudar nada do que eu fiz até hoje. O que eu fiz me tornou a pessoa que sou hoje. E por mais que eu passe longe da perfeição, estou bem com a pessoa que me tornei.

Comecei a ler todos os dias primeiros de janeiro da minha vida. Você deve estar pensando "desde quando esta louca escreve?". Escrevo diário desde 1994. São 14 livros sobre a minha vida. o décimo quarto ficou um pouco em branco. Com a correria do ano passado deixei muita coisa passar sem registro.

Ainda não tenho meu diário de 2009. Mas amanhã resolverei isso. Vai ser divertido chegar em 2019 e ler o que aconteceu no dia 1 de janeiro deste ano.

1 de janeiro de 1999: Não achei o diário de 1999.

1 de janeiro de 2000: Caralho, 2000. Sem escola. Sem faculdade, não passei em direito. Pô, passei em publicidade. Meu pai disse que não vai pagar a faculdade de PP. Porra, o que vou fazer este ano?
Já começo o ano sem saber o que fazer. Este ano promete.

1 de janeiro de 2001: Bem, estou em Pinhalzinho. Passei o Reveillon aqui. Estava na companhia das minhas duas melhores amigas; Mainan e Vivian. Acho que isso já é um indício de um ano fabuloso.

1 de janeiro de 2002: Fomos à praia ver a queima de fogos. Maravilhosa. Aliás, que cidade gostosa. Salvador é uma delícia

1 de janeiro de 2003: Acordei fritando na barraca. O calor está insuportável. Bêbada, sem chinelo, porque perdi ontem na praia, e nem consigo dormir na minha própria barraca, é de foder. O importante é estar em Trindade.

1 de janeiro de 2004: O albergue está engraçado. Duzentas pessoas em uma casa na Praia Grande. Onde fui amarrar o meu jegue?

1 de janeiro de 2005: Choveu no Guarujá. Passei a virada parecendo um pinto molhado. Voltei para São Paulo. Precisava voltar o mais rápido possível, queria vê-lo de qualquer jeito. Cheguei em casa e fiz o almoço pra gente. Disse que tinha cozinhado com minhas próprias mãos, mas comprei congelado e só fiz o molho.

1 de janeiro de 2006: Sol e água fresca. A piscina está uma delícia. O som maravilhoso, e as companhias, melhores aindas. Nada melhor que estar entre amigos.

1 de janeiro de 2007: Um frio desgraçado. A primeira pessoa que eu cumprimentei foi uma estranha. Campos do Jordão é uma cidade de velhos. A mais nova do hotel era eu. E lá estava eu, de vermelho, quando o músico da banda cantou lady in red. O resto é impublicável.

1 de janeiro de 2008: Floripa é uma cidade mágica. Fizemos uma puta ceia de Reveillon, tocamos, cantamos dançamos, bebemos feito vacas, e fomos deitar mais de 5 da manhã.

1 de janeiro de 2009: Acordei com uma ressaca do demônio ao meio dia. É isso que dá tomar vinho barato.

4 comentários:

SDC disse...

Oi Vivi.

Desejo a vc.

Feliz 2009.

Que seus dias longos nunca ultrapassem 24 hs.

Um bj.

Silvio.

Let´s disse...

Engraçado, eu, com 27 anos, também me achava velha. Fazer 30 anos seria o inferno próximo. Hoje, aos 34 anos, tenho consciência que não sou mais uma menina, tenho alguns fios de cabelo branco, mas as coisas tem outra dimensão. Me sentia mais velha aos 27. Terrível idade que matou Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Leila Diniz e Kurt Cobain. Portanto, Vivi, força na peruca que o melhor está por vir. Fazer trinta anos é uma delícia e você tem ainda três antes de chegar lá. Curta.

Vivi disse...

SDC, muito obrigada. Pra ti tbm!!!!
Let´s, excelente comentário. Vou refletir sobre o assunto. Tem alguma teoria que diga algos sobre a crise dos 27 anos? rs

alan disse...

Saudades dos textos... rs... Adorei esse.