Clarice Lispector, antes de ser um fenômeno das redes sociais, praticamente uma diva das frases feitas, ela escreveu um romance - "A hora da estrela". Macabéa é a personagem central. Ela vai à uma cartomante para saber seu futuro. A história gira em torno desta consulta. Enfim, leia o livro!
Mulher é mulher desde os tempos de Adão. E independente da classe social, grau de escolaridade ou credo, em algum momento da vida, já fez uma consultinha com o além.
Ontem foi minha vez.
Fiz meu mapa astral completo, e ainda consultei a Kaballah ( não sei a grafia correta - nunca tinha escrito esta palavra em 32 anos de vida).
Sobre o futuro, nada sei. Mas sobre o presente, personalidade, pensamentos, alma, indecisões e angústias, estava tudo ali. Um raioX de mim Um raioX místico e assustador.
Queria mudar de signo. Deveria ter esta opção. Descobrir que eu sou gêmeos com todos os satélites possíveis em gêmeos, foi quase um anúncio de; "Você tem uma doença grave. Você é muito geminiana!". Bem, eu senti assim.
Se eu acreditei? Opa! A gente precisa de fé pra viver. E não é possível que a vida seja tão sem graça assim. Nasce, procria e vira esterco. Acho que Deus tem muito mais senso de humor e inteligência, do que desenham por aí. E acho que ele libera uns spoilers para esses profissionais. Só pra dar uma animada na vida.
Vim nessa vida com o papel de aprender a me relacionar. Isso já tinha percebido. Puta dificuldade!
Terminei um ciclo foda de trevas. Só eu sei. Este ano é O ANO. Manja? Tipo o ano da vida? O ano que tudo que eu plantar, vai germinar? Disse pra eu me livrar de tudo que não presta.
Homem lindo, elegante, inteligente, divorciado e que não está interessado em mim e só me deixou no backup... sinto muito, minha mentora astral me disse para mandar-te à merda. Sei, difícil dizer "não" pra você. Mas se eu plantar a semente errada em 2014, vai dar merda pro resto da minha encarnação. Vamos combinar o seguinte, me procura em 2015, se eu ainda estiver neste continente.
Olha, me segurem. Ou melhor, não me segurem porque esse 2014 vai ser sensacional. Deixa eu colocar na lista algumas sementes: Nobel da Paz, e de lambuja o de literatura, cura do câncer, fim da violência, vida digna à todos os seres humanos, respeito. Olha, esse negócio de dinheiro não estou fazendo muita questão, não. Só quero ser feliz mesmo, obrigada
quarta-feira, 30 de abril de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
O que não foi...
Olá, estranho.
Tinha muito para lhe dizer. Queria te contar que nasci numa madrugada, exatamente 1h40 de um dia 16 de junho. E isso, sabe-se lá o motivo, deveria ser interessante à você. Aliás, tudo sobre mim. Inclusive o fato de eu gostar de dormir de bruços e não gostar de Paulo Coelho. Ah, sem esquecer que sou claustrofóbica. E isso seria motivo de piadas intermináveis. Tenho histórias ótimas sobre isso. Uma inclui a passagem via São Thomé para Matchupichu. Puxa, não tivemos tempo.
E é esse o sentimento. O de não tivemos tempo. Não nos conhecemos.
Às vezes o destino coloca a pessoa certa no momento errado, dirão os românticos.
Eu já digo logo que não creio em gente certa ou errada. E nem de momentos opostos. A coisa quando tem que funcionar, funciona.
Estranho, você esteve por 2 meses na minha fábula interna. Eu brinquei mentalmente com você. Assim como crianças brincam de casinha. Imaginei em diversas situações como seria. E mesmo sem te conhecer bem, respondia por você. Brinquei de namorar com você. Foi divertido.
Mas sabe, estranho... Vou terminar nossa relação imaginária. Sei que não vai doer em você. Só em mim, que sentirei saudade da perfeição que você era no meu imaginário. As pessoas são tão melhores quando não temos intimidade!
Termino essa relação com dificuldade. Mas como dizem por aí, tem uma vida acontecendo lá fora. E eu não posso passar a vida esperando você descobrir o quão maravilhosa eu sou. Sem modéstia. Cansei de ser modesta.
Ruim se despedir do que poderia ter sido...
Ok, vai doer. Numa paulada só.
Tchau, estranho. Vou ali imaginar que você é um ser humano asqueiroso. Assim fica mais fácil.
Ah, estranho. Deixa pra lá, não vou perder mais tempo com você. Junte-se aos demais estranhos que já passaram por aqui.
Tinha muito para lhe dizer. Queria te contar que nasci numa madrugada, exatamente 1h40 de um dia 16 de junho. E isso, sabe-se lá o motivo, deveria ser interessante à você. Aliás, tudo sobre mim. Inclusive o fato de eu gostar de dormir de bruços e não gostar de Paulo Coelho. Ah, sem esquecer que sou claustrofóbica. E isso seria motivo de piadas intermináveis. Tenho histórias ótimas sobre isso. Uma inclui a passagem via São Thomé para Matchupichu. Puxa, não tivemos tempo.
E é esse o sentimento. O de não tivemos tempo. Não nos conhecemos.
Às vezes o destino coloca a pessoa certa no momento errado, dirão os românticos.
Eu já digo logo que não creio em gente certa ou errada. E nem de momentos opostos. A coisa quando tem que funcionar, funciona.
Estranho, você esteve por 2 meses na minha fábula interna. Eu brinquei mentalmente com você. Assim como crianças brincam de casinha. Imaginei em diversas situações como seria. E mesmo sem te conhecer bem, respondia por você. Brinquei de namorar com você. Foi divertido.
Mas sabe, estranho... Vou terminar nossa relação imaginária. Sei que não vai doer em você. Só em mim, que sentirei saudade da perfeição que você era no meu imaginário. As pessoas são tão melhores quando não temos intimidade!
Termino essa relação com dificuldade. Mas como dizem por aí, tem uma vida acontecendo lá fora. E eu não posso passar a vida esperando você descobrir o quão maravilhosa eu sou. Sem modéstia. Cansei de ser modesta.
Ruim se despedir do que poderia ter sido...
Ok, vai doer. Numa paulada só.
Tchau, estranho. Vou ali imaginar que você é um ser humano asqueiroso. Assim fica mais fácil.
Ah, estranho. Deixa pra lá, não vou perder mais tempo com você. Junte-se aos demais estranhos que já passaram por aqui.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Hoje eu quero voltar sozinho
Despretensiosamente fui ao cinema ontem. Sem grandes planos. Só queria distrair um pouco. Nada de cinema iraniano, nada de campos de arrozal, ou cinema conceito (seja lá o que isso significa).
Escolhi Hoje eu quero voltar sozinho.
Eu iria usar todos os adjetivos que conheço para escrever sobre o filme. Mas sai durante uns anos com um jornalista, e ele disse que não se escreve críticas usando 3000 adjetivos. Como fazer? Não sei. Vou tentar.
O filme é excelente (adjetivo 1). Não utiliza o velho clichê da sociedade julgando o certo ou o errado de uma relação homoafetiva. Estava meio cansada da vitimização do homossexual. Até mesmo da escrachação caricata.
O mote do filme é a descoberta da sexualidade, não o fato de Leonardo ter escolhido um homem para guiá-lo na descoberta.
É um romance lindo (adjetivo 2). Romance que seria lindo se fosse entre duas mulheres, ou entre um homem e uma mulher, é singelo (adjetivo 3) independentemente da opção sexual.
Eu tenho uma memória infinita de emoções. Não esqueço nada. E foi bem simples lembrar de todas as sensações e descobertas da adolescência vendo o filme.
Vale um saquinho de jujuba no cinema num domingo a tarde de outono.
Afinal, o filme é excelente, lindo e singelo ( todos os adjetivos na mesma frase. Matei o jornalista neste exato momento)
Escolhi Hoje eu quero voltar sozinho.
Eu iria usar todos os adjetivos que conheço para escrever sobre o filme. Mas sai durante uns anos com um jornalista, e ele disse que não se escreve críticas usando 3000 adjetivos. Como fazer? Não sei. Vou tentar.
O filme é excelente (adjetivo 1). Não utiliza o velho clichê da sociedade julgando o certo ou o errado de uma relação homoafetiva. Estava meio cansada da vitimização do homossexual. Até mesmo da escrachação caricata.
O mote do filme é a descoberta da sexualidade, não o fato de Leonardo ter escolhido um homem para guiá-lo na descoberta.
É um romance lindo (adjetivo 2). Romance que seria lindo se fosse entre duas mulheres, ou entre um homem e uma mulher, é singelo (adjetivo 3) independentemente da opção sexual.
Eu tenho uma memória infinita de emoções. Não esqueço nada. E foi bem simples lembrar de todas as sensações e descobertas da adolescência vendo o filme.
Vale um saquinho de jujuba no cinema num domingo a tarde de outono.
Afinal, o filme é excelente, lindo e singelo ( todos os adjetivos na mesma frase. Matei o jornalista neste exato momento)
Delmice
Nos lendários anos 90, trabalhou em minha residência uma moça de 18 anos cujo nome era Delmice. Não sei que tipo de combinação era essa. Mas Delmice, com vergonha de ser Delmice (o que não era de se estranhar), mudou seu nome para Ana. Tipo nome artístico. Nome para dar pros namorados. E era isso que Delmi...ops...Ana, fazia.
Só que aqui deixo um registro. Criança faz tudo ao contrário.
Eu gostava era de chamar de Delmice. Assim mesmo, completo, sem abreviações. E eu falava Delmice até quando não precisava. Quando os namorados apareciam para buscá-lá, eu gritava a plenos pulmões: Delmiceeeeeeeee, pra você.
Até hoje não sei como ela explicava. Deveria usar algo como Ana Delmice, mas me chame de Ana.
Um dia roubei um Belmont da Delmice. Muito poético, não?
E Delmice me ensinou a fumar. Hoje Delmice seria presa e apareceria no Datena. Mas em 91, era molecagem.
E foi neste dia que Delmice virou Ana.
Toda vez que eu ameaçava um Delmice, ela me ameaçava dizendo que contaria à minha mãe que eu fumava.
Ana me custou uma grana de adesivos, chiclete de nicotina, e uma falta de ar que me perseguiu por anos.
Faz um ano que parei de fumar #chupa#Delmice. Se te encontrar, mando a conta.
Só que aqui deixo um registro. Criança faz tudo ao contrário.
Eu gostava era de chamar de Delmice. Assim mesmo, completo, sem abreviações. E eu falava Delmice até quando não precisava. Quando os namorados apareciam para buscá-lá, eu gritava a plenos pulmões: Delmiceeeeeeeee, pra você.
Até hoje não sei como ela explicava. Deveria usar algo como Ana Delmice, mas me chame de Ana.
Um dia roubei um Belmont da Delmice. Muito poético, não?
E Delmice me ensinou a fumar. Hoje Delmice seria presa e apareceria no Datena. Mas em 91, era molecagem.
E foi neste dia que Delmice virou Ana.
Toda vez que eu ameaçava um Delmice, ela me ameaçava dizendo que contaria à minha mãe que eu fumava.
Ana me custou uma grana de adesivos, chiclete de nicotina, e uma falta de ar que me perseguiu por anos.
Faz um ano que parei de fumar #chupa#Delmice. Se te encontrar, mando a conta.
Xico nosso de cada dia...
Ando numa paixonite aguda pelo Xico Sá. Depois do Nelson, o Rodrigues, não achei que isso viria a acontecer novamente. Nelson, desculpe, minha carne foi fraca.
Em tempos de metrossexuais e mimimis masculinos intermináveis, Xico é um oásis. O macho jurubeba que gosta de mulher. Gosta de mulher de verdade. Não de mulher para apresentar aos amigos e sair de mãos dadas no shopping, como diria minha vó.
Macho em extinção. Lamentavelmente em extinção.
Uma vez sai com um cara que se amava. Mas se amava tanto, que a cada cinco ou, no máximo seis minutos, se olhava no espelho. Se o motel não tivesse espelho, era uma tortura. Como não olhar aqueles bíceps? No começo achava divertido. Engraçado mesmo. Dava risinhos internos. Mas depois de um tempo começou a me irritar.
Quero olhos nos olhos, o outro Chico, o Buarque, já dizia isso. E a relação entre ele e ele, em que eu era amante, acabou.
É por essas e por outras que clamo a volta do macho jurubeba. O que gosta de futebol, cerveja com amigos, e de mulher. Aliás, ponto fundamental. Gostar de mulher. Item raro nos dias de hoje.
E já diria meu amor platônico: Homem que é homem não sabe a diferença entre estria e celulite.
Talvez estejam todos no Crato. E se estiverem lá, Mônica Martelli, eu já conclamo: Homens são do Crato, e é pra lá que eu vou.
Em tempos de metrossexuais e mimimis masculinos intermináveis, Xico é um oásis. O macho jurubeba que gosta de mulher. Gosta de mulher de verdade. Não de mulher para apresentar aos amigos e sair de mãos dadas no shopping, como diria minha vó.
Macho em extinção. Lamentavelmente em extinção.
Uma vez sai com um cara que se amava. Mas se amava tanto, que a cada cinco ou, no máximo seis minutos, se olhava no espelho. Se o motel não tivesse espelho, era uma tortura. Como não olhar aqueles bíceps? No começo achava divertido. Engraçado mesmo. Dava risinhos internos. Mas depois de um tempo começou a me irritar.
Quero olhos nos olhos, o outro Chico, o Buarque, já dizia isso. E a relação entre ele e ele, em que eu era amante, acabou.
É por essas e por outras que clamo a volta do macho jurubeba. O que gosta de futebol, cerveja com amigos, e de mulher. Aliás, ponto fundamental. Gostar de mulher. Item raro nos dias de hoje.
E já diria meu amor platônico: Homem que é homem não sabe a diferença entre estria e celulite.
Talvez estejam todos no Crato. E se estiverem lá, Mônica Martelli, eu já conclamo: Homens são do Crato, e é pra lá que eu vou.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Minha primeira Copa
Não sei você, mas minha primeira Copa do Mundo afetiva foi a de 1986.
Eu era muito criança. E não me venham com essa de que criança não lembra de nada. Parece que quando ficamos adultos esquecemos de tudo. Eu não! Faço questão de lembrar.
1986 na escola Lápis Mágico. Meu pai me deu um orelhinha para acompanhar os jogos. Andava com aquele rádio grudado na orelha pra cima e para baixo. E mesmo podendo ver os jogos pela televisão, não largava o orelhinha.
Um dia cheguei a dormir com aquilo no ouvido.
Não entendia uma palavra narrada, mas achava o máximo aquele homem falando rápido. Por muitas vezes brinquei de locutora de futebol. E até hoje não entendo o por quê de não termos mulheres narrador as. Eu era um talento! Até hoje sou uma metralhadora de palavras.
Com protestos, sem protestos, mesmo sabendo que economicamente essa Copa foi um fiasco, sabendo que não haverá legado, somente contas. Enfim, no meio dessa desgraceira toda, consigo lembrar da memória afetiva das Copas que vivi.
Meu pai foi responsável por 100% das minhas memórias futebolísticas. O pouco de futebol que sei, devo à ele.
Deixem de ser ranzinzas, e divirtam-se um pouco. É o que vou tentar fazer. Já resgatei o orelhinha..
Eu era muito criança. E não me venham com essa de que criança não lembra de nada. Parece que quando ficamos adultos esquecemos de tudo. Eu não! Faço questão de lembrar.
1986 na escola Lápis Mágico. Meu pai me deu um orelhinha para acompanhar os jogos. Andava com aquele rádio grudado na orelha pra cima e para baixo. E mesmo podendo ver os jogos pela televisão, não largava o orelhinha.
Um dia cheguei a dormir com aquilo no ouvido.
Não entendia uma palavra narrada, mas achava o máximo aquele homem falando rápido. Por muitas vezes brinquei de locutora de futebol. E até hoje não entendo o por quê de não termos mulheres narrador as. Eu era um talento! Até hoje sou uma metralhadora de palavras.
Com protestos, sem protestos, mesmo sabendo que economicamente essa Copa foi um fiasco, sabendo que não haverá legado, somente contas. Enfim, no meio dessa desgraceira toda, consigo lembrar da memória afetiva das Copas que vivi.
Meu pai foi responsável por 100% das minhas memórias futebolísticas. O pouco de futebol que sei, devo à ele.
Deixem de ser ranzinzas, e divirtam-se um pouco. É o que vou tentar fazer. Já resgatei o orelhinha..
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