Depois de quase três meses de "férias", começo a trabalhar na segunda-feira.
Gostaria de agradecer aos que torceram, riram das histórias, dinâmicas e entrevistas pelas quais passei nos últimos meses, não foram poucas.
Agora começa uma nova fase na empresa do Seu Manoel. Vou trabalhar para "os portuga". Chega de empresas americanas.
Acho que as atualizações, pelo menos por enquanto, não serão mais diárias, como tenho feito nos últimos meses. Afinal de contas, começo de trabalho nunca é fácil.
Isso não é uma despedida, de jeito nenhum. O blog tem sido uma excelente terapia nos últimos três anos (desde o finado Tudo a Declarar). É apenas uma satisfação ao querido público do Pretérito Passado.
Obrigada pelo apoio, pessoas!
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
A vingança nunca é plena. Mata a alma e envenena.
Nada melhor do que a sábia frase do Chaves para começar este post.
Mais uma entrevista.
Sabe, às vezes dá vontade de virar andarilha e desencanar desse troço todo de trabalhar.
Mas como isso é utopia, o negócio é colocar as perninhas para funcionar, e procurar o tal emprego.
Entro na sala. Aproximadamente onze pessoas para uma ou duas vagas em uma empresa de grande porte - área de marketing.
Uma prova com aproximadamente 40 questões. Raciocínio Lógico, Português e Matemática.
Claro, no final tinha a redação.
A mulher que aplicou a prova diz que chamará o gerente da área para conversar conosco.
- Olha, o *Juarez é uma pessoa muito bacana. Ele pressiona, mas não fiquem nervosos. Vai fazer algumas perguntas técnicas, mas não é nenhum bicho de sete cabeças.
O cara entra na sala.
Não tinha cara do nome. Um nome de uma pessoa de muitos anos, para alguém de, no máximo, 35 anos.
Olho, olho, olho, e aquele rosto era bem conhecido.
Ele também me olha. Como Juarez dava a maior pinta, tenho certeza absoluta que não era com segundas intenções.
Na hora em que me apresentei, rolou um risinho, quando eu disse que era formada em Rádio e Televisão.
E foi aí que eu matei a dúvida que me assolava. Ele estudou na mesma faculdade que eu.
E como um flash, veio toda a lembrança do ser que me entrevistava.
Ele entrou na faculdade no quarto ou quinto semestre, transferido.
Pediu para entrar no meu grupo de trabalho. Depois de uma reunião, o grupo achou melhor não ter mais nenhum membro, o recusamos.
Depois da seleção, torci para que ele não lembrasse de mim.
As pessoas acharam que eu seria beneficiada por já ter estudado com o gerente. Mal eles sabem.
Bem, saberei da resposta amanhã. Se não passar, mesmo achando que eu fui bem, vou ter a certeza que ele lembrou. E o pior, é rancoroso.
Mais uma entrevista.
Sabe, às vezes dá vontade de virar andarilha e desencanar desse troço todo de trabalhar.
Mas como isso é utopia, o negócio é colocar as perninhas para funcionar, e procurar o tal emprego.
Entro na sala. Aproximadamente onze pessoas para uma ou duas vagas em uma empresa de grande porte - área de marketing.
Uma prova com aproximadamente 40 questões. Raciocínio Lógico, Português e Matemática.
Claro, no final tinha a redação.
A mulher que aplicou a prova diz que chamará o gerente da área para conversar conosco.
- Olha, o *Juarez é uma pessoa muito bacana. Ele pressiona, mas não fiquem nervosos. Vai fazer algumas perguntas técnicas, mas não é nenhum bicho de sete cabeças.
O cara entra na sala.
Não tinha cara do nome. Um nome de uma pessoa de muitos anos, para alguém de, no máximo, 35 anos.
Olho, olho, olho, e aquele rosto era bem conhecido.
Ele também me olha. Como Juarez dava a maior pinta, tenho certeza absoluta que não era com segundas intenções.
Na hora em que me apresentei, rolou um risinho, quando eu disse que era formada em Rádio e Televisão.
E foi aí que eu matei a dúvida que me assolava. Ele estudou na mesma faculdade que eu.
E como um flash, veio toda a lembrança do ser que me entrevistava.
Ele entrou na faculdade no quarto ou quinto semestre, transferido.
Pediu para entrar no meu grupo de trabalho. Depois de uma reunião, o grupo achou melhor não ter mais nenhum membro, o recusamos.
Depois da seleção, torci para que ele não lembrasse de mim.
As pessoas acharam que eu seria beneficiada por já ter estudado com o gerente. Mal eles sabem.
Bem, saberei da resposta amanhã. Se não passar, mesmo achando que eu fui bem, vou ter a certeza que ele lembrou. E o pior, é rancoroso.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Um ramo em expansão
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
O mercado de trabalho oferece
Chega a ser quase um esporte abrir meus e-mail. Sempre espero algo bizarro.
Até e-mail do Senhor Jesus eu já recebi. Não abri. Poderia ser uma missão, ou algo do gênero. Achei melhor não responder ao chamado divino.
Hoje chegou uma proposta fantástica de emprego. O e-mail começava desta forma:
"Somos uma multinacional americana com 27 anos no mercado e líder em seu segmento".
Isso significa que é uma empresinha vagaba que prefere nem citar o nome. Ou ainda, se citar, as pessoas podem reconhecer o nome, e nem aparacerem para a lavagem cerebral.
"Enfatizamos, também, que não se trata de uma vaga de emprego tradicional (com carteira assinada), e sim de um trabalho autônomo, com o suporte de três grandes empresas".
Ou seja, não seguimos a CLT, e vamos ferrar a sua vida.
"O objetivo do nosso contato é convidá-lo(a) para uma reunião de negócios onde será apresentada a empresa, os nossos parceiros e o plano de carreira e remuneração. "
Plano de carreira. Ou seja, a função que está em aberto é um saco, mas algum tempo depois você pode sair desta roubada. Não dá para você começar a trabalhar em algo que você vai querer sair logo. E a parte de reunião de negócios é só para o candidato se sentir importante.
"Procuramos profissionais empreendedores."
Resumindo. Queremos que você venda o produto da tal empresa americana líder em seu segmento.
Uma coisa devo admitir, era um e-mail bem educado. Mas no fim, eles procuravam um vendedor. Basta ler as entrelinhas.
Até e-mail do Senhor Jesus eu já recebi. Não abri. Poderia ser uma missão, ou algo do gênero. Achei melhor não responder ao chamado divino.
Hoje chegou uma proposta fantástica de emprego. O e-mail começava desta forma:
"Somos uma multinacional americana com 27 anos no mercado e líder em seu segmento".
Isso significa que é uma empresinha vagaba que prefere nem citar o nome. Ou ainda, se citar, as pessoas podem reconhecer o nome, e nem aparacerem para a lavagem cerebral.
"Enfatizamos, também, que não se trata de uma vaga de emprego tradicional (com carteira assinada), e sim de um trabalho autônomo, com o suporte de três grandes empresas".
Ou seja, não seguimos a CLT, e vamos ferrar a sua vida.
"O objetivo do nosso contato é convidá-lo(a) para uma reunião de negócios onde será apresentada a empresa, os nossos parceiros e o plano de carreira e remuneração. "
Plano de carreira. Ou seja, a função que está em aberto é um saco, mas algum tempo depois você pode sair desta roubada. Não dá para você começar a trabalhar em algo que você vai querer sair logo. E a parte de reunião de negócios é só para o candidato se sentir importante.
"Procuramos profissionais empreendedores."
Resumindo. Queremos que você venda o produto da tal empresa americana líder em seu segmento.
Uma coisa devo admitir, era um e-mail bem educado. Mas no fim, eles procuravam um vendedor. Basta ler as entrelinhas.
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