sábado, 1 de outubro de 2011

A vitimização baiana

Cláudia Leitte mandou mal no Rock in Rio. E o fato dela ser baiana e tocar axé, não tem nada a ver com isso. É tão difícil assim aceitar críticas com dignidade sem se fazer de vítima? "Porra, mandei mal". E daí?

O problema de Cláudia Leitte é não aceitar críticas nunca. E por não aceitar, numa tentativa bizarra de tentar agradar, resolveu foder com Rolling Stones. O maior erro do ser humano é querer agradar todo mundo o tempo todo. Isso não existe.

Não gosto de axé. E por isso eu não gosto de baianos? Quem disse que só tem axé na Bahia? Vi muita banda boa de rock na Bahia. A questão não tem nada a ver com preconceito, como Cláudia Leitte quer fazer parecer.

Vaiar uma pessoa é a MAIOR falta de educação do mundo. Não gostar é um direito de todos, desrespeitar não. E Cláudia Leitte, me desculpe, mas as suas colocações foram de uma falta de respeito sem limites. Não se responde uma crítica falando mal dos outros. Aceite a crítica, aprenda com ela, e siga em frente.

Ontem Ivete deu as caras no Rock in Rio. Não fez acrobacias, não tentou agradar um público que não é o dela. Fez o que sempre faz. E a honestidade do trabalho gerou respeito. Não achei um show fantástico, até mesmo porque, como já disse, não gosto de axé. Mas foi um show respeitoso. Respeitar nossos limites, convicções, e acreditar naquilo que fazemos, fazem a diferença.

Vamos descer do ringue, divas do axé. O lugar de vocês é no trio elétrico animando quem gosta do som de vocês. Não vejo o Metálica cantando no trio elétrico. Mas se acontecer, eles vão tocar rock, e seja lá o que Padim Ciço quiser.

O pessoal da dança do caranguejo não vai bater cabeça. O pessoal que bate cabeça não vai fazer a dança do vampiro. E cada um no seu quadrado respeitando as diferenças.

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