Você já perdeu alguma coisa que tivesse vergonha de perguntar onde foi parar?
Como questionar: "Onde foi parar o vibrador que eu deixei aqui?"
Ou ainda: "Você viu meu brinquedinho?"
Ou se toma coragem, e pergunta logo de cara sem usar frases de duplo sentido, por favor. Nada de - "onde eu enfiei meu vibrador!"- ou aceita o prejuízo. E não é um prejuízo qualquer, um companheiro deste que: canta, dança, representa, acente a luz, faz massagem, e diz que você é especial, custa bem caro.
Então o negócio é assumir a perverção e perguntar como se estivesse procurando uma pinça, com muita naturalidade.
- Hey, você viu meu vibrador rosa?
- Você tem um?
- Tenho. Você viu?
Silêncio.
- Nem sabia que você tinha um.
- Ou seja, não viu, né?
- Não.
- Me ajuda a procurar?
- Quando foi a última vez que o viu?
- Antes de viajar.
- Tem certeza que não levou?
- Claro. Eu lembraria.
Começamos a procurar. Chega a mãe da família. A casa de cabeça para baixo.
- O que vocês estão procurando?
Silêncio.
Ela insiste.
- O que estão procurando.
Este é o momento da sinceridade que leva à descrença:
- Meu vibrador.
- Ah, então, eu vim convidar vocês para almoçarem com a gente.
Mudança de assunto, e nada de achar o vibrador.
No final do dia, dentro de uma caixa de sapatos, desolado, John foi encontrado.
Lições aprendidas:
A sinceridade sempre vale a pena.
Ter um vibrador pode ser socialmente aceito por todos.Sendo assim, não precisa escondê-lo em lugares inusitados.
As pessoas podem ser solidárias com a perda de um vibrador.
domingo, 7 de agosto de 2011
O falo perdido
Escrito por
Vivi
às
10:19
Marcadores: Amenidades
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2 comentários:
Rachei aqui.
A mãe da família não foi solidária com a perda do John, mas indiferente.
Vi, preciso voltar a escrever. Tenho uma novidade (não tãããão nova assim): uma filha(!) de 10 meses(!).
Olá, Camilo!!! Como vai a vida. hoje resolvi entrar no blo e vi seu comentário. Agora a filhota deve estar maior ainda. Volte a escrever, sim. Sempre é terapêutico. Bj
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