sábado, 21 de maio de 2011

Retrô

Você já teve a sensação de se sentir coadjuvante? Eu já tive. Na verdade hoje tive esta sensação com muita intensidade. Olho pra trás e vejo muitas histórias que acompanhei, e nem saberia contar a minha.

Vi casais se formarem, casais terminarem, fotos do orkut, fotos do facebook, rasgação de seda, e rasgação de verbo. Vidas acontecendo a todo momento,e eu com uma vontade enorme de dormir. Parece que estou olhando pra vida como se ela estivesse numa vitrine.

Hoje resolvi visitar as redes sociais de alguns amigos. Uma amiga da faculdade comemorou recentemente o aniversário do filho de 5 anos. 5 anos! Lembro dela na faculdade, ainda namorando, num mês de julho remoto ela me ligou dizendo que iria casar. Achei que ela estivesse grávida, o que pra nossa antiga idade não seria uma boa ideia. Pois eu fui neste casamento. Logo depois ela me disse que estava grávida, e agora o menino já tem 5 anos.

Um dia eu sai com um cara. O pedi em namoro, ele disse não. Num reveillon ele conheceu uma menina muito legal. No dia seguinte ele estava morando com ela. Numa noite ele postou que seria pai.

Uma menina do curso de comissários, sim eu fiz esta cagada, era só uma menina. Hoje ela virou mulher, e que mulherão! Postou no facebook que está noiva. Feliz por ela.

Meu pai morreu, eu tinha 22 anos. Apoiei minha mãe em tudo que ela precisou. E ela também me apoiou em tudo que precisei. Um dia ela arrumou um namorado. Não gostei logo no começo, mas fazer o quê? Amor é algo inexplicável mesmo. Mêses depois ela disse que iria morar com ele. Isso já faz 2 anos.

Um amigo reclamava que nunca namoraria porque ele é uma pessoa muito difícil. Saiu com algumas garotas. Eu dei a maior força do mmundo quando ele conhecer a garota mais legal dos últimos tempos. Estão juntos até hoje. Só nesta frase temos mais 2 anos.

Eu tive um quarteto de amigas. Amigas muito especiais que eu achei que seria para a vida toda. Não foi. Mas vejo de longe que uma delas constituiu uma linda família.

A impressão que tenho é que todo o tempo do mundo passou muito rápido para alguns, e pra mim, continua estagnado. E não acho que isso tem a ver com relações. Tem a ver com a preguiça que tenho da vida. Sempre tenho a impressão que logo ali, ali na frente, vai ter algo bem melhor. E sabe de uma coisa, muitas vezes não tem. A vida de hoje é o que tem pra hoje.

Sensação estranha num dia estranho. Acho que estou no meu inferno astral.

3 comentários:

Monstrinha disse...

Menina! A vida ta te esperando pra acontecer!
Sacode essa poeira, se joga!

Quando se passa uma semana sem nada de emocionante ter acontecido na minha vida, eu ja fico desesperada!!

Faça besteiras, arrisque, porque quando o seu tempo estiver terminando você vai acabar se arrependendo dos momentos de preguiça!
=D
Que pena que você está em Sampa! Se estivesse aqui no Rio eu ja ia te arrastar pra um final de semana de acontecimentos absurdos!

Que seus proximos dias sejam mais alegres e menos reflexivos!

Beto Renzo disse...

"A vida de hoje é o que tem pra hoje"... gostei disso.

...e eu adorava a capa da cartilha Caminho Suave...

Let´s disse...

Vivi, essa é uma das questões pelas quais me reviro sempre. Meu apelido, quando adolescente era "Carolina", da música do Chico. Sabe? O tempo passou na janela e só Carolina não viu? Então... Tenho tentado me jogar na vida, mas é difícil. Ah, pense que ter 30 anos não é ruim. Eu gostei muito de fazer e lá se vai algum tempo. Ruim é deixar a vida passar.
Bjo grande, gosto muito de vc, apesar de não conhecê-la (companheira de blogagens de tempos atrás!)
Letícia