quinta-feira, 27 de julho de 2017

Eureca!

Ontem eu tive um dia pra lá de interessante!

Pode parar de ler por aqui, pois será vibe "diário adolescente". Já aviso porque tempo hoje é um troço disputado, e aí você vai dizer "Perdi tempo lendo esta merda".

Esses dias descia eu o vale, música triste no talo, vento gelado cortando a pele, TPM gritando. Não deu outra, dei aquela chorada de videoclipe. Sabe aquela que desce só uma lágrima poética? Então, bem isso aí.

Estou em crise existencial faz tempo. Aliás, eu nasci em crise existencial e nunca mais sai dela.
Eu sou complexa, dúbia e dramática. É o que tem pra hoje, minha gente. Aceitem ou deixem.

E aquele sentimento da "árvore, livro e filhos" gritando. E aí veio a pergunta "Que merda estou fazendo da minha vida?". Cada dia que passa eu não estou ficando mais nova.

De onde vim? Pra onde vou? O que eu gosto?
Clássico dos adolescentes! Adolescentes, isso nunca passa, só pra constar. A gente não descobre o mapa da vida ao ficarmos mais velhos. Muito pelo contrário, a gente vive uma porrada de coisa, aprende um monte, mas sempre tem algo que incomoda, isso é vida.

Bom, voltando ao dia depois desta explanação sobre o sentido da vida...

Meu inglês não é a oitava maravilha do universo. Entendo muito bem, aliás entendo pra caralho, escrevo nível semi-analfabeto e falo com entonação índio apache com nuances de Joel Santana (mito), mas sou mega esforçada, devo admitir.
Ontem tive uma apresentação em inglês. Ganhei a atenção pelo carisma e didática. "Bela performance, você deveria ser professora!".

WAIT A MINUTE...

Eu já fui professora! E modéstia à parte, eu era das boas. As mães brigavam na porta da escola para que os filhos ficassem na minha sala.
Pagam mal, você trabalha além das horas em que está no trabalho, precisa ler, estudar pra caramba, mas foi um dos trabalhos mais recompensadores que já fiz na vida.
Não tem absolutamente nada a ver com recompensa financeira. Tem a ver com gostar do que faz. E admito, eu gostava.

No final do dia fui para o voluntariado ISPCC Ireland (Google, crianças). Baita trabalho maravilhoso com os pequenos seres humanos. Deu vontade de começar na mesma hora. Sabe quando te falam de uma atividade e você fica mega contente e quer começar naquele momento? Foi assim.


CRIANÇAS + EDUCAÇÃO+ ONG+ ARTE = Viviane Feliz.

Agora preciso encontrar uma forma de colocar isso no liquidificador e viver disso.
Aceito opiniões, sugestões, críticas e etc.

Ajuda a tia, aê!



2 comentários:

Renata Marques disse...

Comece por aí. Fale com a professora que disse que vc poderia lecionar. Veja com ela, aonde pode exercitar seus dons.

Nem foi tão adolescente assim. Bem escrito.

Anônimo disse...

Oi, prima! Gosto muito do que escreve. E sim, você é engraçada! Mas, também tem uma maneira interessante de encarar os próprios dilemas.
Já passei e tive alguns questionamentos parecidos com os seus nessas minhas andanças.
Além de rir muito com o escreve, também já me vi no seu lugar e fazendo algumas dessas perguntas. Não chego no seu nível, e nem quero, mas tenho meus momentos como qualquer um.
Quanto ao seu dilema, ganhar dinheiro como professora é mais difícil aqui no Brasil. Estou sentindo muito isso na pele agora.
Aí, acredito que a valorização exista. Então tenta falar com alguém responsável por esse lugar e ofereça seu serviço explicando a situação, você precisa de grana para se manter.
Tenta propor alguma coisa com alguém que pode resolver isso.