domingo, 24 de abril de 2011

Let it be

Eu não sou fã de Beatles. Ok, atirem pedras. Mas adoro esta música. Ela é simples, e diz muito sobre como a vida deve ser. Leve, let it be.

Não é algo do tipo: Não faça nada. É um simples, let it be. Não é ser acomodado, muito pelo contrário. Deixar as coisas acontecerem no seu ritmo, na sua hora, e se tiver que ser...será.
É simples, mas muito difícil agir desta forma. Parece que o corpo vai contra esta regra. Sempre queremos mudar, sempre queremos ser algo, sempre queremos, queremos demais. Le it be não tem tradução porque deve ser o que é.

A vida tem um sentido, ou ao menos quero pensar que ela tem. Assim me sinto melhor com o meu próprio "let it be". Se Deus existe, se algo maior existe, ele quer que simplesmente sejamos nós mesmos.
Com todas as imperfeições, qualidades, sonhos, com tudo que o pacote humano nos dá direito. Errou? Que bom, deixou a coisa acontecer.

Ninguém melhor que você mesmo para saber quando as coisas estão ruins. Se darão certo? Ninguém sabe. E bem, se alguém souber, não te contará. A vida perderia toda a graça. Quem não gosta de surpresas?
Let it be é surpreender-se com a vida. Deixar que a vida lhe faça boas e más surpresas. Se você soubesse de tudo?

Não espere que o universo lhe traga respostas. Isso não acontecerá. Siga seus sentidos, e veja a coisa acontecer.

Sendo assim, neste domingo de Páscoa, let it be. Se Cristo tivesse conhecido os Beatles na época da crucificação, não diria para o Pai afastar o cálice, diria apenas "Let it be".

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