quinta-feira, 3 de abril de 2008

Miniconto

O Estado de Circo promoveu um concurso de minicontos para comemorar seu segundo ano de existência.

A regra é simples. Escrever um miniconto entre 140 e 150 caracteres (contando os espaços).

Ano passado eu ganhei. Com isso, tive a honra de ser jurada. Só que agora é a vez dos jurados serem avaliados.
Mas já que "sacaneamos" os outros atribuindo notas, nada mais justo.

Eu não funciono bem quando sou muito pressionada. Acho que se eu fosse escritora de verdade, e tivesse que escrever com prazo limitado, não daria certo.

O dono do circo publicará um. Decidi publicar alguns que eu escrevi.

Seus romances eram best sellers. O intitularam conhecedor da alma humana. Decidiu escrever uma autobiografia. Não conseguiu escrever a página dois.

Construiu um castelo de areia com o bisneto. Em minutos a água levou. E depois se fez sua melhor obra, o sorriso do bisneto. Niemeyer sorriu de volta.

Disse ao padre que pecava muito. Cristão, queria uma solução. O padre o aconselhou a cortar o mal pela raiz. Tornou-se eunuco.

João mentia muito. Disse que vira uma sereia no Tietê. Foi a gota d'água, perdeu o emprego. Anos depois encontrou um emprego a sua altura. Deputado.

Seis anos sem sexo. Seis anos sem ter um namorado. Seis meses que entrara na menopausa, 666. A numerologia é uma ciência que deve ser respeitada.

Pompinha branca lava roupas. A lagartixa mostrou a língua. A borboletinha cozinha. Parei com as drogas. Todos os animais abandonaram seus afazeres.

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