segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Tempo

O meu passado talvez pouco importe.
O meu futuro também não.
O presente acontece, e eu não tenho controle algum sobre ele.
Sou alguém que não sabe.
Alguém que gostaria de entender.
Alguém que se perde no tempo e no espaço.
Tempo, quanto de ti preciso?
Tempo, quanto de mim precisas?
Se o tempo nos traz explicações, porque tanto medo?
Tenho medo do tempo.
Tenho medo que ele leve minhas memórias.
Tenho medo que ele se perca, e não encontre o caminho de volta.
A ampulheta derruba seus grãos, o relógio faz o seu tic-tac. A vida passa na linha do tempo. E o tempo? O tempo pouco se importa.
Ele desfila bem diante de nossos olhos, passando rapidamente sem que possamos pedir para que ele pare.
Confusos. Isso que somos. Peço que ele pare? Peço que passe rápido?
Ambíguos que somos, não conseguimos decidir o que queremos fazer com ele. Mas ele sabe muito bem o que deve fazer, passar.

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